segunda-feira, 4 de maio de 2009

As cores


Sim, gosto de um vestido vermelho... Quando usado com cuidado, faz maravilhas por uma mulher e dá-lhe um ar auto-confiante como nenhum outro.
Numa tarde de compras, alguém me diz que vermelho é uma cor demasiado forte. Concordo, sem dúvida; mas é uma cor que lembra vida... No dia a dia sou amante do preto, que nunca trai, fica bem com sol ou chuva, encobre alguma gordurazita mais teimosa, enfim, um aliado para a vida. Mas ainda assim, em determinadas alturas sinto-me com vontade de usar algo mais alegre, menos discreto, com mais cor... No fundo que transmita força. Julgo de facto que as cores têm poder em nós, e o vermelho transmite uma energia contagiante... Tal como o branco transmite calma... Não pertenço, e com muito gosto, aquele grupo de pessoas que definem meia dúzia de cores para se vestirem, e ponto. Tenho obviamente cores de eleição, mas julgo que todas têm o seu poder e a sua magia, e que bem coordenadas podem sempre ser uma boa opção... Portanto, porque é quase verão, está um dia lindo, a apelar fortemente ao movimento, experimentem envergar algo menos sombrio... Vão ver se não faz milagres pela vossa auto-estima... Com um simples vestido preto eu nunca me comprometo?? Isso é do tempo da nossa avózinha...

domingo, 3 de maio de 2009


Pode parecer lamechas, mas sou particularmente sensível ao Dia da Mãe... Sempre fui, mas de há seis anos a esta parte, sou-o numa outra dimensão. A dimensão do amor incondicional... Um amor diferente e majestoso, e que concentra em nós e no nosso filho, o mais puro e singelo dos sentimentos...
Quem como eu é mãe, entende o que digo... Portanto a todas, em especial à minha, e já agora, também a mim, desejo um dia em grande, cheio de emoções, afectos, partilhas, e tudo o que nos enche o coração...

A feira...


Ontem palmilhei uma feira gira, onde proliferavam barraquinhas de astrologia, búzios, tarot... Por diversas ordens não me desloquei ainda à minha querida feira do livro, e surgiu-me esta, como que por compensação, assim, sem eu esperar... As barraquinhas estavam enfeitadas com lenços, com cores, e eu sou uma apaixonada por tudo o que tenha cor, movimento... O meu motivo de deslocação não foi a feira, que aliás até desconhecia; mas gostei de ver... À parte de considerar o tema delicado, e por vezes pouco condizente com a minha filosofia de vida, confesso que me causa alguma curiosidade e atracção. Intriga-me a possibilidade de alguém tentar adivinhar o meu futuro, e julgo que posso mesmo dizer que não me identifico muito com esse tipo de situações. Mas no fundo, no fundo, e embora à luz do concreto, as teorias mais esotéricas não tenham lugar, fico sempre na expectativa de que o que se diz poderá vir a acontecer... Não brinco, não duvido, e respeito muito quem o faz com rigor, e quem acredita. E acho que é um daqueles temas que me deixa ainda um pouco dicotómica... Não acredito mas... Ontem por graça poderia ter entrado. E porque não entrei? Não sei muito bem dizer-vos se por não acreditar, se por receio do que a Senhora de cabelos negros e sedosos me pudesse adivinhar... O meu consciente e inconsciente já tem tanto trabalho com o passado e o presente... Deixe-mos o futuro para outros carnavais...

sábado, 2 de maio de 2009

Aos 30...


Parolas reunidas, e a conversa gira e gira e concentrou-se num ponto importante. O que queremos de um homem quando já passamos a barreira dos 30? É que antes, na idade do armário e da parvoíce, qualquer coisa que nos encha o olho serve... Agora, somos mais elitistas, e mais do que nos encher o olho, tem de nos encher a alma... Essa é que é essa...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Finalmente...


Brindo-vos agora com estas lindas flores lilás, para amenizar o terror das fotos de ontem... Espero que gostem. Eu adorei...
Uma digna Senhora que conheço, na casa dos 50, confidencia-me a sua felicidade ao encontrar um amigo colorido, que a faz esquecer, nem que seja momentaneamente, os maus anos de casamento a que se sujeitou, por opção, por necessidade, enfim, o motivo não importa... Fico feliz, por esta felicidade subtil, que esconde de quase tudo e de quase todos, e onde se refugia, regalando-se com os parcos momentos, com as poucas mensagens que recebe via sms, mas que a fazem sorrir... Tão pouco, e dão-lhe tanto. Porquê? Porque sujeitou a sua vida à mercê de alguém que por motivos de diversa ordem não a fez feliz. Os momentos de ternura ténues, que vive actualmente fazem... No fundo, o que acabo por sentir é um sentimento dicotómico, vagueando entre a tal felicidade de a ver feliz, e a tristeza de sentir que viveu triste toda a vida, por falta de coragem, ou seja lá do que for. E por isso agora, este pouco sabe-lhe a tanto...
São estas e outras que me fazem considerar uma diferente filosofia que me poderá levar a diversos destinos, entre os quais o de permanecer sozinha, ou quase sozinha... De qualquer forma, e quanto mais caminho, mais me convenço a mim mesma que aos 50, nunca irei olhar para traz e encontrar sinais de tristeza por falta de luta; posso encontra-los por derrotas, nunca por inércia. Não me perdoaria; no fundo sei, que ela também não se perdoa...

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