O que me faz reflectir... Todos os textos que aqui publico são de minha autoria, e as personagens são fictícias. Excluem-se aqueles em que directamente falo de mim, ou das minhas opiniões, ou onde utilizo especificação directa para o efeito.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
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Tá lá o nome, mas com pena minha, não dá acesso directo. O blogger anda contra mim, é isso. Agora pelas coisas, aguenta-me em outro.
Nascimento
http://umamulhernaochoradois.blogspot.com/
Nasceu hoje, e é de minha autoria. Tal como lá explica, pretende dar respostas a questões que por vezes surgem, nas quais talvez eu possa ajudar. É ir, e perguntar.
Nasceu hoje, e é de minha autoria. Tal como lá explica, pretende dar respostas a questões que por vezes surgem, nas quais talvez eu possa ajudar. É ir, e perguntar.
Modernices
Na mesa eles eram quatro. Mais ou menos todos da mesma idade, mais coisa, menos coisa, o meu um pouco mais velho. Ficaram sentados à parte, numa mesa perto da nossa. Enquanto a noite corria ao som de conversas já antigas, vivência idas e saudosas que sempre surgem quando nos juntamos, das bocas dos pequenos saltavam considerações sobre isto ou aquilo, enquanto trincavam gulodices de chocolate. Na televisão, a casa dos segredos, e não, não consegui evitá-la, perante a vontade geral dos intervenientes. De repente, levantei-me e escutei um dos mais pequenos, vociferar qualquer coisa como, fulano fez sexo à força com cicrana. Arregalei os olhos, olhei para o meu que me fixou com um olhar curioso, e balbuciei qualquer coisa a ver se os distraía. Não me considero nada retrógrada, a sério que não. Percebo que hoje os putos aprendem aos dez o que eu aprendia aos doze, mas também acho que isto terá de ter um limite, ao senão, daqui a uns anos, as bebedeiras que a minha geração apanhou aos catorze e aos quinze, vão saltar para o primeiro ciclo, coisa que me parece de gravidade considerável. E partindo do mesmo raciocínio, chegamos ao que aprendemos precocemente. Bem sei que as vivências de cada um estão cercadas do que cada um vive e experimenta, do que lhe é ensinado e dado a aprender, e muitas horas a ver determinados programas, tem de dar nisto. Mas ainda assim, e mesmo admitindo estes factos, um fedelho de oito a falar de sexo, e ainda para mais à força, perto do pai e de uma mesa de gente adulta, como se de uma coisa banal se tratasse é coisa para me deixar preocupada. Mas onde é que andam as consolas, os bakugans, os jogos, e outras coisas inofensivas que a rapaziada deveria fazer? E os limites, do dizer o quê, onde e ao pé de quem? Julgo que existem por aí pais que devem andar distraídos. Atarefados, absorvidos, pode ser isso. Temo porém onde isto nos poderá levar. Encarando as teorias do desenvolvimento, e nas mais diversas vertentes, o mesmo deverá ser feito de forma faseada, por etapas, arrumações, sempre tendo em conta o que a criança poderá albergar e digerir. E aos oito parece-me altura de ainda corarem ao ver um beijo na boca, ou quando muito, de acharem graça à coisa e até quererem experimentar. Longe dos olhos indiscretos, com a amiguinha de saia rosa, muito coquete. Aquilo até parece que é bom.
E também é boa a aprendizagem feita amiúde, com a magia certa na hora certa. Julgo tratar-se também disso mesmo, sendo que a magia do crescimento, parece-me muito abalada. E não sei o que será do futuro sem ela.
E também é boa a aprendizagem feita amiúde, com a magia certa na hora certa. Julgo tratar-se também disso mesmo, sendo que a magia do crescimento, parece-me muito abalada. E não sei o que será do futuro sem ela.
domingo, 1 de janeiro de 2012
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Gostaria muito de começar o ano empoleirada num sapato de salto alto. O meu blog anda avesso, não em deixa colocá-lo aqui. Que trabalhe a vossa imaginação. É muito alto, elegantíssimo e cor de rosa. Não sou muito dada a azuis.
Desafios
Era manhã. Enquanto a cidade ainda dormia, sonolenta e cansada, ela acordou. Dos restos na noite guardou uns olhos maquilhados, demasiado cansados para se olharem ao espelho. Do ano transacto, guardou um conjunto de vivências gastas, translúcidas, nada concretas. Da janela entra-lhe uma névoa ténue e fria. Deveria gastar tempo em analisar o que foi, planear o que vem, mas prefere o silêncio da alma. A maldita teima acordar, pincelar-lhe o consciente de coisas difíceis, motes dolorosos, realidades corcundas, quase a roçar o chão. Faz força e consegue empurrar tudo aquilo. Não gosta de avaliações. Tenta então concentrar-se nos planos, que ainda que difíceis de pensar, deixam-na envolta numa aura de esperança. A esperança é talvez uma das grandezas do Homem. Envolve-o, impulsiona-o, transporta-o. Pode chegar a ser incómoda, se mal interpretada, mas cabe ao próprio não deixar entrar a ilusão. Ninguém no mundo está isento de esperança. Já a ilusão, e a deixar-mos que entre, pode manter-nos imersos em enganos internos, terrenos muito alagadiços. A dificuldade afigura-se séria se deixarmos de perceber a fraca linha que as distingue. Uma linha fina e agitada que parece saltitar de um lado para o outro, difícil de acompanhar. Pudéssemos nós agarra-la, e acredito que não mais a largaríamos. Mas é esguia, fugidia, quase desvanecida. Um desafio.
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