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domingo, 7 de junho de 2009

O alcool e a escola...


Hoje, a minha santa terrinha foi capa de jornal (um jornal sensacionalista, é verdade, mas ainda assim, um jornal de grande tiragem), por um motivo que me indigna verdadeiramente...

Num pais onde as taxas de alcoolismo entre os jovens tem vindo a subir, fico deveras surpreendida por uma Escola Secundária, permitir a sua venda numa festa, que culmina obviamente em figuras deploráveis de jovens, que abusam e não sabem quando parar... Isto tudo, numa pós eleição para o Conselho Executivo, cujos resultados são a favor do Sr Presidente que agora deu azo a que esta situação acontecesse... Hum, embora ás vezes me arme em esquisita, sinceramente agora não me parece ser o caso. Todos sabemos, e eu também sei, que não é proibindo determinados hábitos que eles diminuem; de qualquer forma, permiti-los assim, sob a conivência de quem supostamente representa autoridade num estabelecimento de ensino,como se do mais banal se tratasse, soa-me a patético. Soa-me a facilitismo, soa-me a incompetência de quem se julga capaz, mas que se esquece que, figura de referência é quem sabe ordenar, e não quem, num acto de extremo desleixo permite, perante pais, professores e outros jovens, que adolescentes se descontrolem ao ponto de ficarem embriagados... Eu cá não sou de intrigas, mas... Qualquer dia, fumam todos um charrito no pátio da escola. É cool, é fixe, cai-se nas boas graças e tal...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Os meios os fins, e afins...


Irrita-me terminantemente o oportunismo. E parece-me que hoje em dia, ele está presente em tudo quanto é lado. Lembro-me de, por alturas do meu décimo segundo ano, estudar um grande Senhor da filosofia, de seu nome Immanuel Kant, que dizia que todas as nossas acções deveriam ser tomadas como um fim em si mesmas, e nunca como um meio para atingir um fim... Hoje, volvidos uns anos, percebo-o ainda mais a fundo, quando olho em volta, e descubro pessoas agindo somente para atingir fins, sem olhar aos caminhos, com a terrível agravante de se utilizarem pessoas pelo meio. Perde-se decência, naturalidade, carácter. Anda por aí meio mundo a usar o outro meio, para chegar a um fim, que julgo que ninguém sabe muito bem qual é. Ou até talvez saibam, mas julgo que os objectivos se perdem, tais os meandros, tais os cambalachos, tais as vicissitudes... E esquecem-se, que neste oportunismo colectivo, se usamos, também somos usados. E é por estas e por outras que as relações estão hoje num estado deficitário crónico, onde impera a hipocrisia, e onde a confiança se relegou para segundo plano... Não gosto... E hoje senti-me vítima. Macacos me mordam se não apanho o malvado e não lhe chapo na cara duas ou três... Oh larilas... Ao menos faço o gosto ao dedo. Pode não atingir, porque coitadinho até é um bocadinho burro, mas eu vou-me esforçar para ser do mais claro que Deus ao mundo deitou. Dúvido que não fique devidamente esclarecido... Nem eu hei-de ficar entupida, nem ele há-de morrer estúpido, por falta de esclarecimento... Tenho dito!!!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Os verdadeiros emocionais...


Caras senhoras cheguei a uma brilhante conclusão... Daquelas que nos vão dar momentos de tranquilidade e sossego, por finalmente percebermos que os mafarricos dos Homens é que são complicados, e nós, lindas donzelas, somos uns amores que por aqui andamos... Há pois é... Ouve-se por ai, que nós somos umas inconstantes, sofremos de tpm, somos caprichosas, não sabemos o que queremos, e somos muito emocionais... Vocês, são uma espécie muito mais controlada, definida, que sabe o que quer, e que age com muito mais coerência. Contesto, mas é que contesto mesmo. Analisando ao microscópio as emoções de ambos os géneros, constato o seguinte:

.1 - Nós, mulheres, sabemos o que queremos;

.2 - Vocês, Homens, não sabem lá muito bem... Estão a morrer de saudades nossas, até chegar um amigo que vos desafia para uma noitada; as saudades desaparecem, e vocês, também, atrás do amigo...

.3 - Nós sofremos de tpm uma vez por mês, certo

.4 - Vocês sofrem de qualquer coisa semelhante todos os dias, embora sem nome definido ( mas aqui entre nós posso sempre chamar de manha, ou sapc - sindroma agudo de preguiça crónica) especialmente se forem solicitados para alguma tarefa. Exemplo: Querido, ajuda-me com a loiça. Resposta pronta, Querida, não posso; tou com uma enxaqueca que não me aguento.

.5 - Somos emocionais, dando azo com facilidade ao apelo do coração

.6 - Vocês são muito mais do que nós, embora o façam mais disfarçadamente, e nos tentem ludibriar dizendo que são racionais. Racionais uma ova. Nós temos definido o que queremos e pronto; vocês, são muito mais fácilmente vencidos por caprichos, vontades momentâneas e outros apelos daqueles que o género masculino tão bem conhece... Em algumas alturas somos uns amores, as melhores do mundo, patati patatá; noutras somos umas melgas do pior, umas chatas de primeira, pelo que, não nos podem aturar...

Perante isto, caras amigas sugiro uma solução drástica; Não permitam em situação alguma que os vossos comparsas se armem em bons, e vos apelidem de fracotas, emocionais, lamechas e por aí fora. Se eles se atreverem a tamanha tropelia, faz o favor de ripostar à altura, com um destes ou qualquer outro argumento, capaz de os deitar por terra num ápice. Era boa era... Mania que são gente...

A pior coisa que Deus ao mundo deitou: O Marido


Laetícia Casta

Pronto, lá vou eu armar-me aos cucos outra vez. Ou é isso, ou tenho azar, e por ter uma profissão que se presta a ouvir os desaires da malta, toda a gente julga que me pode abordar, nem que seja numa esquina, e começar a desbobinar as terríveis misérias pelas quais são bafejadas. E mais uma vez, o mulherio nisto tem a camisola amarelíssima... E ainda por cima, desdenham forte e feio no que têm lá em casa, ou seja, no marido. É um terror, que não mexe uma palha, só quer é ver televisão, deixa a tampa da sanita levantada, ronca que nem um porco, bebe cervejola a dar com um pau, pelo que já tem uma barriga parecida com o Monte Evereste, só sabe é criticar, e controla-lhe os passos e os tostões, como se ela não fosse adulta, e não soubesse o que quer da vida. Pois se calhar, deixem-me que vos diga, ele até tem uma certa razão, e ela não sabe mesmo; é que pra aturar tanto defeito como oiço ás vezes, é porque os poucos neurónios que ainda existem lá para o cerebrozito meio atrofiado da Senhora, já estão em grave estado de decomposição. Parece-me que, se é para aguentar as rezinguices dos moçoilos ad eternum, se calhar era mais inteligente, não andar por aí a bradar aos sete ventos que eles são a pior coisa que Deus pôs na face da terra. Caramba, é que por acaso, mas só por acaso, e se ainda não perceberam, é o vosso Marido, e até foram vocês que o escolheram; logo, se é necessário algum desabafo deixem para alguém mais próximo, escolhido com cuidado, e que tenha pachorra para vos aturar... Ou então preguem-lhe um belo chuto no traseiro, que foi o que fiz ao meu, e assim já posso falar mal a torto e a direito, sem levar rodas de anormalzinha...Senão o que conseguem passar é uma ideia de desgraçadinha, que tem uma vida do pior, nem se sabe como aguenta tamanha cruz, a pobrezita. Ou isso, ou de parva, mas também venha o Diabo e escolha...Mas que mania de deixar por aí imagem de coitadinhas... Dhhhaaaa!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Desta capacidade magnifica mesmo de quem não tem capacidade para mais nada...


Amber Valletta
Pois é, há coisas inatas ao ser humano. E a má língua é uma delas; daquelas faculdades que não necessitam de treino, ou aprendizagem. O nosso sentido crítico, especialmente o que é aplicado ao negativo e ao gozo, é de uma grandiosidade extrema, ainda mais se falarmos no género feminino. Mas por que será que não nascem automaticamente em nós características como o altruísmo e a solidariedade.? Porque raio é que para isso é necessário alguns mais dotados andarem a realizar campanhas de sensibilização? Sinceramente intriga-me esta necessidade em dizer mal, como se dela dependesse o nosso bem estar; profissionalmente, consigo encontrar alguma resposta na necessidade de comparações, em especial do mulherio. Talvez seja da necessidade de sentir que se está melhor do que fulana, principalmente quando são afectadas por algum sentimento de inferioridade; retira-se da comparação feita com alguém inferior, algum aumento de auto-estima; do tipo Olha bem aquela tão gorda; isto transmite de imediato à nossa mente, olha para mim tão magra... E nasce um, eu não estou bem, mas ainda existe quem esteja bem pior. Dentro deste campo, julgo as comparações quase inevitáveis e mesmo inofensivas, quando tomadas a titulo pessoal, e quando podem reflectir mudanças positivas. Por outro lado, enquanto mulher, e então se me juntar com as minhas amigas parolas, é inevitável um olha praquela com a mania que é boa; mas tudo isto sem criticas verdadeiras, ou seja, são em nome de uma brincadeira sem maldade e inofensiva. Agora ser abordada logo pela manha, com conversas do tipo Sabes lá, fulana fez isto, é uma assim e uma assado. E então desde que pintou o cabelo de vermelho... Entra-se aqui no campo da pura maldade, do diz que diz, da baixaria ( Sim acreditem; e não sabem vocês o que ela disse depois. E não disse mais porque foi travada pela minha já bastante irada pessoa). Por favor... Tenho coisas mais interessantes para fazer na minha vida. Falem-me de trabalho, falem-me de um espectáculo, falem-me do tempo, ou do raio que vos parta. Mas deixem a má língua barata para quem tenha paciência para vos ouvir. Ok???

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Isto hoje tá bonito tá...


Há pessoas assim, que levam tudo a rigor; levam a rigor as obrigações dos outros, levam a rigor as horas marcadas por si, levam a rigor o que lhes dá jeito, e não interfere com os seus interesses, em suma levam a rigor aquilo que é fácil e bom... Depois deixa-se de ser rigoroso nos horários a cumprir, nas obrigações que lhes competem, e no que não dá jeito; chamo a isto cata vento, cara de feijão frade, dois pesos duas medidas, ou para ser mais exacta, falta de carácter, de personalidade, de carisma, e de responsabilidade... E ainda mania que se tem o rei na barriga e que não se precisa de nada nem de ninguém porque se é perfeito... E se há conceito que me irrita é o de perfeição, ainda mais quando se está a anos luz de qualquer coisa semelhante... Caramba, será que não têm espelhos em casa? Não seja por isso, tenho espalhados pela minha, pequenos, grandes e assim assim... Sou vaidosa, e decerto me farão falta, mas dispenso algum em nome do meu altruísmo, em prol daqueles que coitaditos desenvolveram alguma limitação, e que precisam de andar com um de pendura, pra se mirarem em momentos de pseudoglória... Se bem que o que precisavam mesmo era de uma consciência. Mas isso não posso partilhar; é demasiado preciosa para andar por ai a desperdiça-la; ainda mais por quem acha que a tem melhor do que a minha... É que ser rigoroso não é para quem quer, é para quem pode...

A ciência vista pelo Papa


D. José Policarpo assina em baixo a opinião de Bento XVI...
Boa notícia: Na Igreja Católica todos comungam da mesma opinião; é boa a ensinar as doutrinas e em alienar todo o pessoal; e até conseguem comprovar que verdades cientificas são erradas... Grandes técnicos, não vos parece??? Nós cheios de gente sabedora, incluindo no nosso país, e ainda não tínhamos dado por isso. Ai ai...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Q t parece???

Hum, deixa-me ver minha querida...
Pendura-lo nuzinho da silva, no centro de um átrio do baile das velhas, sábado à noite, ou domingo à tarde... Boa???
E nós ao longe a documentar tudinho, pra postar no Correio da Manha!!!

sábado, 28 de março de 2009

Só comigo...

Então, Dona X....., como está a Y....? Pergunto a uma Senhora, mãe de uma amiga que já não encontro há uns tempos... Olha lá anda, é a resposta, a contas com o namorado, porque aquilo não corre bem, e a sair com outro, que gosta dela... Mas o que é isto?? Pronto, é o suficiente para eu ficar indignada com as mulheres logo de manha, para começar bem o fim de semana...
Primeiro, não entendo esta terrível dificuldade das mulheres em passarem pela solidão, sendo necessário um motor de arranque para tomarem uma iniciativa ( e ainda se diz que quem precisa de motor de arranque são eles... Tá bem, pronto, o assunto é outro, mas achei que ficava aqui bem...)... Depois, o que é isto de ter um namorado com o qual se anda a contas? Se não vale a pena, pra que andar a contas? And the last, but not the less, que raio é isso de "diz que gosta dela"?
Não sei se estou enganada, mas este "gosta dela" soa-me a coisa de adolescente, quando os sentimentos surgem do nada, só pelos lindos olhos, ou pelo ar catita... Aos trinta, confesso que já não me soa lá muito bem... Pronto, lá estou eu armada em esquisita a achar que por estas alturas os sentimentos se controem com o tempo, com momentos, com partilhas, e não assim, de uma forma tão simples e dada à partida... Pronto, admito que se calhar sou eu que sou complicada... Corrijam-me se estou errada...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Não concebo...

Hospitais Públicos, atulhados de casos de cancro, que iniciam tratamento no privado, e por factores de diversas ordens ( normalmente plafonds de seguros que terminam) têm de recorrer aos Hospitais Públicos... Choca-me, mas ainda assim não é o que me choca mais... Ao ler a notícia, reporto-me quase inconscientemente a uma caso de um doente, que acompanhei de perto, na casa dos 40, padecendo de esclerose lateral amniotrófica, que levou meses a ter entrada numa unidade de cuidados continuados, onde residiam também doentes oncológicos em fase terminal...
Assisti, no meu local de trabalho a uma luta inglória, pela vida, contra o sofrimento, com a assistência possível dada pelas nossas incansáveis enfermeiras, que não podiam fazer mais no contexto em questão... Uma das história que passou por mim que me marcou para a vida, pela luta, pelo sentimento de compaixão, que me incomoda, pelos olhares dos pais, a verem a pouco e pouco morrer um filho, sem a dignidade que merecia... Porquê, pergunto eu? Será que não devemos também pensar na morte, como uma parte da vida? Porque será que cada vez mais se morre mal, e não se reúnem as condições para uma morte digna? Em outras leituras recentes abordando o tema, surgem questões pertinentes, de quem encara a morte como uma fase da vida do ser humano, e conclui-se com pesar que se morre mal em Portugal, e mais, por incrível que pareça, morre-se sozinho... Antigamente morria-se em casa, no calor do leito, junto à família... Hoje, a assistência é outra, existem respostas do sistema de saúde, mas perde-se a intimidade dos momentos, e morre-se fora do que é nosso, numa cama de hospital, longe da família, dos ente queridos, de quem se partilhou uma vida... Pergunto porquê, e não encontro resposta... A não ser que os serviços que existem, as unidades de cuidados continuados, não chegam para fazer face ás necessidades da população; porque não são uma prioridade. Será que é por ser um fim? Quase parece que por ser um fim, também os direitos e a dignidade se desvanecem, e se tornam ténues e fracos... Mas é um fim de Gente, de Pessoas, de Histórias, de Memórias, de Vidas... E são processos de luto de quem perde quem lhe é querido quase sem poder fazer nada para ajudar... Muitas vezes um simples segurar na mão, que é vedado pelos horários de visitas de um Hospital... Não concebo, não perdoo...

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