quinta-feira, 3 de setembro de 2009

E agora se querem uma boa leitura...


Nunca se sabe o que é para sempre, sobretudo nas coisas do amor. E era uma coisa do amor, isto tudo. São tão estranhas as coisas do amor que não se compreendem por inteiro. Tem de se estar sempre a fazer suposições. Nunca se sabe como é até que ponto e até quando. Esta obsessão chega para impedir a vida, o amor pode impedir o amor, amaldiçoá-lo como um espectro. (Nos teus braços morreríamos, Pedro Paixão)


Tenho alguns deles, já velhinhos, na minha estante. Onde repousam sem descansar de tanto que lhes pego. Soube, pelas mãos da minha querida C., de uma edição reunida. Fabulosa. Antes de poder dizer ai, foi-me ofertada pela minha prima T.

Andava perdida por outras leituras, e peguei-lhe a sério ontem, pela noite dentro. E que bom pegar-lhe. Porque não li todos, porque os que li vão sempre dando mais qualquer coisa. Porque me entusiasmam grandes obras de grandes Mestres. Mestres do caos dos sentimentos, do cansaço dos dias. Um Senhor da escrita. Sem dúvida nenhuma, um dos de minha eleição.

Ai ai... Vamos lá ver se entendes...


Não vou dizer nomes, ou sequer iniciais. Não quero cá denunciar, mesmo que subtilmente, gente que prefere manter-se incógnita. Mas vou rebuscar, no mais recôndito cantinho do meu blog, umas frases que dizem assim: Nunca, mas nunca mesmo pressionem os Homens. E se alguém te diz para o fazeres, das duas uma, ou sabe o que está a fazer, e quer é ver-te sozinhinha pelos cantinhos, ou, admitindo a boa vontade das ditas que te aconselham assim, são umas toininhas, que não percebem peva do misterioso mundo Masculino. Eu sei, eu sei que ás vezes apetece, eu sei que quando a coisa aquece, quase que já só nos apetece falar em casamento, ou no mínimo ajuntamento. Eu sei que o facto de os deixarmos andar, nos dá a sensação de que eles vão fugir. Eu sei que, por vezes, assumimos situações liberais, e sem compromisso, e que num ápice, nos apetece lançar a corda, laçar-lhe o pescoço, e prende-los a nós como se não houvesse amanha. Mas há. E os Homens são básicos, é verdade, mas gostam de calma. De tempo.
As Mulheres, na sua maioria, não necessitam de tanto espaço. Pelo contrário, gostam de protecção, proximidade, ás vezes algum traço de ciúme, para se sentirem desejadas. Os Homens, dispensam isso tudo, e encaram a liberdade de escolha e movimentos importante. São diferenças, reais, mas que devemos respeitar, sob pena de sairmos a perder. E nesta vertente, confesso, que os entendo perfeitamente. É que se há coisa que me afasta num ápice é sentir que me esganam, ou que me querem forçar a fazer qualquer coisa. Tenho umas vertentes masculinas, portanto :) Somos assim como a areia quando se aperta na mão. Esgueiramos, de mansinho, mas esgueiramos... Logo, entendo que não gostem de gente chata, do onde é que estás, onde foste e com quem, olhas-te para onde, e agora anda mas é ter comigo que vamos ver os cortinados para a nova casa. Jesus crist. Ufa, até eu fugia, quanto mais eles...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Aqui ao meu lado...

Perto de mim mora a Senhora X. Vislumbrei-a hoje, como de resto tantas outras vezes, a fumar um cigarro à janela. Quarenta e poucos anos, um trabalho, um marido, um filho. Cabelo apanhado, e ar de quem deixa a vida fazer dela o que quer. Perturba-me quando olho para pessoas, onde a inércia se vê a olho nu. Anda por aí muita, mascarada, despercebida. É incomoda, mas nada a ver com esta. Esta é flagrante, viva, acesa, contraditoriamente a tudo o que envolve aquela alma. Não raras vezes, atura os estados alcoólicos do marido, que faz saber a toda a gente a sua chegada. Ouvem-se à distância o barulho dos gritos, os passos assustados do filho, a voz dela a tentar o sossego. Incomoda-me esta gente que vive sem paz. Incomoda-me as gentes que impõem os seus estados nojentos, como se de uma obrigação marital se tratasse. Incomoda-me a submissão. Incomoda-me a fragilidade familiar que resulta da conjuntura. Onde cresce alguém para quem a insegurança é uma constante, no lugar que o mundo reservou para ser a sua casa. Repugna-me que pais sejam perturbadores em vez de protectores. Revolta-me não ter soluções.

Bem vindo

http://a-leiseca.blogspot.com/

E cá está ele outra vez... Bem vindo. Bom, este bem vindo não será decerto vislumbrado pelo destinatário. Tem mais onde se perder. Mas é bem vindo, pronto. Gosto de o ler, de o pensar... Vão lá espreitar. Vale sempre muito a pena.

Das mudanças...


Nós não somos estanques. Sim, é certo que determinados traços de personalidade são de tal forma nossos, que nos perseguem para sempre, ou quase. De qualquer forma, recuso-me a acreditar, nesta dimensão, na teoria da eternidade e da consistência. Se a admito noutros campos, este, definitivamente não é um deles. Repugna-me um pouco, o triste discurso de que as pessoas não mudam nunca. Como se o destino tivesse aqui uma palavra demasiado forte, e uma vez determinado, nada haverá a fazer. Cruzes credo, que limitação. E os nossos erros e aprendizagens, onde encaixam, para que servem?? Para que se diz por aí que necessitamos de bater com a cabeça? Se é para ficarmos iguais, desculpem lá, mas preferia não bater. É que bater com a cabeça, doí como um raio. Ou nos dá qualquer coisita, ou não quero mais.
Somos donos do nosso caminho, e apraz-me saber, que tenho possibilidade e poder de mudança. Do que eu quiser, e muito bem me apetecer. De cor preferida, de terra, de clube ( esta seria difícil), mas também de traços mais profundos da minha personalidade, como de opiniões e mesmo de atitudes.

Percebo que existem valores e carácteres vincados, e que dificilmente se alteram. Concordo. Mas há medida que vou vivendo já vi mudanças de fundo, tão inesperadas que me espantaram. Mudanças que decorreram de experiências de vida, que nos fazem equacionar qual a melhor postura, e até pôr em causa verdades, até aí quase absolutas.

Entristecer-me-ia de certo, se acreditasse em futuros dados à partida, e ainda, que com a idade tudo piora. Tem de existir evolução.
Se à medida que se avança no caminho, só tendêssemos a piorar, ou na melhor das hipóteses a manter, se calhar era bom não dizerem por aí que somos seres superiores. A ser verdade esta teoria, seriamos era um bocadinho limitados. Digo eu...

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