sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

equilibrio

Ganho esperança no mundo quando encontro pessoas que me confiam a sua realidade, sem quase saberem quem sou. Nelas espelho uma crença antiga, arcaica, crescida por entre uns ramos de oliveira, um sol nascente e um sol poente, uma terra onde a palavra dada era a palavra honrada, onde o respeito governava, e onde os caminhos tortos das estradas levavam invariavelmente ao conforto do previsível. Perco-a quando encontro muitas outras capazes de vender a alma ao diabo por um par de vulgaridades. Sei com certezas absolutas quais delas se sobrepõem às outras, quais vencem e quais perdem, quais dormem mais sossegadas, quais são muitas e quais são raras. Deixo com cada um a conclusão que lhe aprouver, mediante a observação activa da humanidade. As certezas absolutas são como os corações, cada um tem as suas, que batem a uma velocidade compassada, individual, reflexiva, a um ritmo sinusal ou mais patológico. 

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