domingo, 29 de novembro de 2009

Dr Jivago


Livro que li na adolescência e que me marcou profundamente. Não mais o reli, mas após a noite de ontem, estou em vias de o fazer. Por enquanto, não faz parte da minha biblioteca pessoal. Escrito por Boris Pasternak, valeu-lhe a atribuição do Prémio Nobel, em 1958. Prémio esse, que foi impedido de receber, pela União Soviética, que impediu a sua deslocação a Estocolmo.
Um livro que retrata com emoção, a Revolução de 1917, e a Instauração do Regime Soviético. Não sei se os traços de romance são autobiográficos, se pura ficção, mas também não me importa. Importa-me que é um grande clássico da Literatura, e eu gosto de grandes clássicos. Ontem, no meio de chuvas torrenciais, instalo-me no sofá, com um livro na mão. Já a noite ia longa, quando numa pausa da leitura, me deparo, no canal 2, com o filme do Dr Jivago. Que identifiquei de imediato, embora já tivesse iniciado. Experimento então, uma viagem fantástica. Corrida, sem intervalos, até ás quatro da manha. Onde vivi as alterações sociais, a História de Amor, e a vida das personagens, de uma forma apaixonante. Um filme antigo, é certo. Como sempre, ou quase sempre, aquém da obra escrita. Mas ainda assim bom. Muito bom. Recomenda-se, vivamente.

sábado, 28 de novembro de 2009

Chás e outras coisas.


Existem rituais que fazem parte de nós. Que podem ser o chá das cinco, o café da noite, o leite matinal. Ou ir mais longe e abranger pessoas e sentimentos. Tenho alguns desses. Hoje, foi dia de um. Este, especificamente, começou de há cinco anos a esta parte, no seguimento de tantos outros. Fazemos questão de o cumprir, e, coincidência, ou não, chove sempre. Diz ela que é para abençoar. Eu sou mais da teoria, que é por ser no tempo da chuva. Enfim, ideias. De qualquer forma, chova ou não chova, ano após ano, fazemos questão de nos unirmos, a celebrar uma data importante. Estes rituais, começaram em tempos longínquos, ainda de escola. Conheci-lhe outros namorados. Outros objectivos. Outras ambições. Acompanhei as escolhas, as desilusões, as alegrias. Ela acompanhou as minhas. Sempre tivemos rituais em comum. Uns mais triviais do que outros. O cinema à Sexta, ainda na adolescência, o café ao Sábado, no inicio da labuta. Os fins de semana fora, no calor dos primeiros namoros. Os jantares de fim de semana, quando vieram os filhos. As idas ao zoo, anualmente, na primavera, já com a pequenada. No fundo, mais não são, do que um pretexto para nos reunirmos sempre que nos apetece. Ou sempre que pudemos. Ou sempre que se proporciona. Os rituais são isso mesmo. Um hábito que nos faz felizes. E uma certeza apriori, de bons momentos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Caminhos e assim

Ás vezes tem de ser. Mas confesso que me custa olha-lo nos olhos. Tudo porque não o sinto. Porque só sinto que vagueia por aí, e eu não gosto de sentir pessoas sem rumo. A minha veia profissional sente-se atingida, e com vontade de agir. De fazer com ele, o que faço com tanta gente, embora não fosse éticamente possível. Ás vezes sinto que não sou lá muito humana. Que sou uma qualquer espécie de gente estranha, que, por norma, arquiva o que lhe causa mágoa, e age como se nada fosse. Ele não é assim. Continua a impor mágoa no olhar. Ressentimento nas palavras. E vazio, muito vazio.
E independentemente de tudo, o carinho que lhe tenho, será eterno, ou próximo disso. Por estranho que possa soar a muita gente, gostava de o sentir em paz. Com caminhos, com vida. A paz dele, faz falta à minha. Porque na vida, quer queiramos quer não, estamos intimamente ligados a algumas pessoas. Que podem estar longe, perto, ou assim assim. Mas que fazem parte da nossa história, logo, serão sempre um bocadinho nossas. Podemos não ama-las, podemos não quere-las. Mas já amamos, já quisemos.
Nunca ninguém me confirmou tanto, a velha máxima que diz, que quem boa cama fizer, nela se deitará. E eu não queria nada esta confirmação. Até porque a vida é feita de dúvidas e coisas assim. E porque na minha, as certezas são tão poucas, que escusava de ter logo esta.

Sonhos


Eu, CF, aquela que morre de medo de andar de avião, tive, por esta madrugada, um sonho a modos que bacano com um dito. Tudo muito bacano, com envolvência, companhia, destino, e tudo e tudo. Numa profissão onde os sonhos têm um papel fulcral, é em tom de graça que muitas vezes me analiso, sob influência das teorias que se debruçam sobre eles. Logo, este já foi analisado de trás para a frente e da frente para trás. Não retirei nada que não soubesse. Não me deu nada de novo. Talvez tenha somente confirmado as minhas mais intimas suspeitas. Não serviu de muito portanto.
Mas serviu para tornar, nem que fosse num sonho, uma viagem de avião, digamos que animada. E como é final de semana, cansaço que não se pode, frio de rachar, e etc e tal, animação vem sempre a calhar. Por ora, vou-me animar um bocadito ali no meio da papelada. Trago ainda umas gulodices, daquelas que não deveria comer, mas com as quais me vou deliciar já daqui a pouco. Também não devia ter sonhado com o que me povoou a mente esta noite, e sonhei. Faço tanta coisa que não devo, a dormir, e acordada. E ainda bem que faço. Tenho cá para mim, que se assim não fosse, isto por cá não teria tanta piada. Enfim, coisas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Em trabalho...


Os Brasileiros dizem, não sei se em ar de graça, como lhes é típico, se à luz das suas teorias esotéricas, que quando nascemos, ou nascemos para vir de férias, ou nascemos para vir trabalhar. Deus, Alá, ou seja lá quem for, resolveu incluir-me na classe dos que trabalham. Levando a teoria um pouco mais longe, e assumindo subcategorias, eu, CF, incluo-me, sem qualquer sombra de dúvidas, na classe dos que trabalham que nem Mouros. E nisto incluo, diversos tipos de trabalho. O trabalho efectivo, profissionalmente falando, e outros, inerentes a outras condições e domínios da vida pessoal, mas ainda assim, reais. E é nessa categoria que hoje, especialmente hoje, me sinto deveras sobrecarregada. Se encararmos a perspectiva a fundo, e assumirmos que neste nosso mundo perfeito, para a próxima nascerei de férias, terei decerto um destino perfeito. Com sorte, ainda volto a nascer antes das Maldivas darem o estoiro. Logo, posso ficar por aí. Na impossibilidade, qualquer coisa como Polinésia Francesa, ou assim, também me parece bem. Reguladores disto tudo, muito obrigada pela atenção.
E já agora, aos que me circundam em estado de férias, desfrutem por ora, ok? Para a próxima, cá nos encontraremos outra vez. Eu, em nome da boa educação que me caracteriza, abandonarei momentaneamente o meu paraíso terrestre, e darei um salto pelos vossos locais de labuta, a fim de deixar um cumprimento, e matar saudades. Boa???

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