quarta-feira, 18 de setembro de 2013

evoluções

Os dias amanhecem cedo. Cedo é sempre cedo demais, logo quando o restolhar dos Invernos nos convida ao cobertor pelas pernas, com chá e torradinha. São muitos os meninos que entram. Já ia em quinhentos, oiço dizer, que esticam a mochila onde os livros balançam numas costas pequeninas rente ao portão, onde se activa o cartão magnético. Também isso começa cedo e eu não sei onde pararemos. É que por vezes penso onde terminarão os limites da evolução. Cartões era só mais tarde. Redes sociais não havia, beijos tinham de ser roubados e às escondidas, até dos olhos dos cães. Palavrões quase não existiam, e se os houvesse era longe de casa, para lá da serra. Havia o pico com almofadinha e os cadernos de linhas, mas jamais um portefólio.  Havia pão com doce, nunca bolachinha recheada com creme de cereais. Também não havia sumos light nem muitos meninos gordos, e isto também deve querer dizer qualquer coisa. Onde terminará a evolução? 

( Não sou nada adepta de conservadorismos. Estou curiosa, nada mais do que isso.)

2 comentários:

  1. Não me lembro do nome do estudo, mas crê-se que acabaremos cabeçudos, com olhos grandes, sem dentes, sem pelos e... carecas.

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    1. :)) Ó pá, meu Deus... Honestamente, com olhos grandes e cabeçudos, ainda me pode fazer sentido, por questões de sensibilidade e cerebrais. Mas sem pêlos, cabelos e dentes, parece-me mais difícil, cada qual pelos seus motivos. Uns por protecção, outros por alimentação...

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