domingo, 7 de fevereiro de 2016

os invisíveis

A vida é um jogo de sorte e de azar, e para nosso bem não pensamos muito nisto. Foi notícia que em tempos não deveríamos ter necessidades de intervenção neurológica ao fim de semana, teríamos de esperar para segunda feira, nada mais natural. Não deveremos ainda descompensar mentalmente no Algarve, não há psiquiatria nesses dias, e no meu distrito de residência  não se pode alojar uma pestana no olho, não há oftalmologia no Hospital. Tudo tem um tempo para acontecer, e a resposta pode variar tanto que pode determinar consequências mais ou menos graves. Não  aprecio encarar a vida num tabuleiro de jogo, mas não deixa de ser assustador saber que pode acontecer precisarmos de um alguém que naquele preciso momento não se encontra ali para nós, estará algures num sítio onde não nos escuta mesmo que se grite, há inúmeras paredes a bloquear. A casualidade e o azar por vezes andam de mãos dadas, e nós humanos não conseguimos controlar isso. E a humanidade pode ser mais invisível do que o ar, é só preciso que naquele momento não haja ninguém a olhar. 

2 comentários:

  1. Este é um texto que desassossega. Pena que neste jogo de sorte e azar, estejamos sentados confortavelmente (pensamos que confortavelmente) a ver acontecer só aos outros. Um dia, o jogo, teimoso como só ele, aponta na nossa direcção. Esperemos que nesse dia tenhamos a chamada sorte de principiante.

    Tenha uma boa noite, CF :)

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    Respostas
    1. Obrigada Maria... Uma vida de sorte, é o que lhe desejo... :)

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