domingo, 21 de setembro de 2014

ovação

Quando durmo sestas acordo com uma dor nos sentidos. Necessito de acalmá-los, de sossegá-los, de colocá-los de novo no ponto certo da precisão. Hoje foi um bolo de chocolate, congelado há muito, que me trouxe de regresso ao mundo real. Daí a minha ovação ao microondas, a máquina que me permitiu comê-lo em escassos minutos, morno, acabadinho de fazer. A dose foi excessiva, é um facto, a fatia generosa, a gula impetuosa. Dessa parte, confesso, desliguei. Há pecados perante as quais desisto de contabilizar consequências, ainda antes de começar a cometê-los. 

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