segunda-feira, 1 de outubro de 2012

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Hoje agarrou-me com força na mão e segurou-me ali perto. A presença, simples e unicamente a presença, chega sempre para que sosseguem, para que sorriam, para que nasçam um bocadinho outra vez. São velhos, todos, já vieram, já viveram, já cresceram, já quase que morreram. Mas ainda não, ainda cá estão, logo e enquanto isso, existem sempre. E precisam e dão. Não percebo como ainda há quem não veja isto. E quem não o sinta, do lado de dentro dos olhos, arrumado algures dentro do corpo, o único sítio onde somos.

(Celebra-se hoje o dia Internacional do Idoso. Não sou propriamente de celebrar o que quer que seja na data marcada, sou mais de espontaneidades. Também já não acredito muito na mobilização de vontades e de acções que parecem emergir nestes dias para morrerem no outro, imediatamente a seguir. Ainda assim, e no pouco que despertar, que desperte. E a desesperança é um local onde eu não quero cair nunca na vida. Deve doer.)

2 comentários:

  1. No dia a seguir essas mobilizações ficam esquecidas... O trabalho com idosos é diário não é só nos dias assinalados. A esperança é a última a morrer já dizia o velho ditado.

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  2. :)Não pode morrer nunca, mesmo. Seria uma catástrofe...

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