segunda-feira, 29 de julho de 2013

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(Audrey Hepburn)

Há muito que não falo do tempo. Não do meteorológico, mas daquele que utilizamos ou não num proveito qualquer. Usamo-lo sempre, está certo, ainda que possamos nada fazer para tal. Usamo-lo quando discorremos sobre um assunto que ninguém ouve, tanto como quando nos calamos para que o  mundo nos possa ouvir. Analisamos o seu préstimo essencialmente sobre dois domínios completamente distintos. De um lado o nosso próprio proveito, mensurável em algum critério definido, do outro um proveito externo às nossas vontades, que poderá ser profissional, pessoal, familiar, circunstancial, factual, desde que haja algum ganho com o dispêndio cometido. Tendemos globalmente a dar por mal empregue aqueles tempos em que vazamos o espírito e nos ausentamos do mundo, como se deles não dependêssemos enquanto pessoas que somos. Quem de vós não chorou já momentos desses, como se de um desperdício se tratassem, tudo porque não encontram proveito que se quantifique? A unidade de medida subjuga-nos à matemática da sociedade. Porém, a nossa existência enquanto pessoas é excelsamente superior e não se compadece com tamanha objectividade. O porque sim cabe-nos que nem uma luva ajustada até ao cotovelo, uma sublimidade que só visto. Daí partimos para o resto, lugar esse, possivelmente, bem mais objectivo.

2 comentários:

  1. E como cada vez mais é escasso o tempo que temos para esse escondido tempo que tanto precisamos... Imprescindível!

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    1. Imprescindível, mesmo. Acho que não saberia como viver sem o meu...

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