quarta-feira, 19 de junho de 2013

(in)competências

Escrevo em palavras suficientes o que entendo ser e delineio a execução do plano rigorosamente, para que do lado de quem me procura haja uma segurança sustentada que se pode guardar e reler em cada instante quebradiço. Afinal sou assim porque é assim. A segurança sustentada dá-nos um colo, por fictício que seja, que nos segura nas tramas escondidas em cada recanto dos tempos. Ora, não há evidência sérias, a não ser no campo do imaginário, todos deveríamos saber disto. Explico tudo ao pormenor do essencial pequenino, a vida é feita de nadas maiores do que tudo, e ensino a guardar o que tem de ser guardado, do lado de dentro, do lado de fora. Sem falsas modéstias, sou quase boa no que faço, muito embora saiba de fonte segura, a vida, a única verdadeira ensinadora, que posso melhorar ao limite do infinito e ainda assim continuar sem saber coisa alguma. Exceptuando, essencialmente, comigo. Comigo não há leitura que funcione, nem sequer a da clarividência que expulso dos olhos e dos dedos, escrita em papel claro e limpinho, cravejado de sentido. Reviro tudo e mantenho a ignorância, o que me traduz a minha declarada incompetência perante o que realmente importa. 

( E perguntaram-me ainda há pouco como faço para dar o que não tenho. Fácil, muito fácil: não dou. O que realizo dualmente é sempre uma construção que não me pertence, que posso conseguir edificar do corpo para fora, sem conseguir engoli-la do corpo para dentro.)

4 comentários:

  1. Respostas
    1. :)) é quase, sim. São os os quase que nos fazem gente, e deixemos os milagres para a perfeição dos santos. De resto, o que seria deles sem nós... :)

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  2. Não gosto (nem partilho) dessa descrença. Muitos outros vindos de trás fizeram tanto para que sejamos qualquer coisa hoje. Tudo o mais nosso é conquista justa e sabedoria por partilhar. Estamos sérios, não...? :)

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    1. Não é descrença Paulo, é desabafo mormente circunstancial... Há dias em que o essencial não é exequível, por simples que possa parecer. A descrença surge, mas pode passar. A sério... :)

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