terça-feira, 7 de outubro de 2014

ânimo

A força anímica depende de um conjunto significativo de circunstâncias internas e externas a nós. Varia com o sol poente, com a lua nascente, com o amor crescente, com o desânimo latente. A fluência com que vagueia interna e externamente, assusta qualquer mago do pensamento. A rapidez com que se alterna, a inércia com que permanece, a violência com que se instala, o vagar com que se demora. Por ser tão própria, deveremos mimá-la. Para isso é preciso guardá-la, à boa, dentro de uns frascos sempre à mão. Ou numa caixa de pó de arroz rosado, uma delicadeza. Pior ainda do que não guardá-la, é esbanjá-la. Esbanjar força anímica como se fossem migalhas de pão, é uma tremenda incorrecção. Na hora do testemunho, estamos frente a frente com um saco vazio. 

2 comentários:

  1. Pois eu gasto-a toda...quando a tenho!
    Aproveito para deixar os parabens! Espero que tenha 'gasto' muito animo no seu dia! ;-)
    Um beijinho

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    Respostas
    1. Não deixa de ser uma perspectiva interessante... :))
      Obrigada Maria João. Um beijinho para si.

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