quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Monotonias

E pergunto-me eu, em certos e determinados dias onde a corrida me toma de assalto, não vá alguma tarefa escapar, tarefa essa, importantíssima, como todas às quais me dedico, se me habituaria alguma vez ao sossego. Embora nem me encontre em condição de tal facto, posso muito bem imaginá-lo, colocar-me no lugar de alguém que cuida da casa, dos filhos e de si, e que a mais nada se dedica, ou se o faz, fá-lo com gosto, naquela hora, naquele exacto momento, em que a vontade talhou ali. A bem da verdade se diga, que nem bem consigo vivenciar essa realidade, tal a distância que me separa de tamanho ócio. Apesar disso, e num esforço considerável do meu cérebro, em profunda incursão por terrenos nunca antes percorrido, chego a parar um bocadinho, e a julgar-me agora, ao invés de numa pausa para um rápido almoço, numa qualquer esplanada à beira mar, com um qualquer entretém cor de rosa que me doure o dia, enquanto a brisa me atinge ligeira. Antes da monotonia tomar conta de mim, até era capaz de gostar disto.

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