domingo, 3 de fevereiro de 2013

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Perdi a conta aos dias que já me atravessaram desde que tenho de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Lembro, num resquício de memória guardado mas quase esquecido, das horas em que só lia, das horas em que só via, das horas em que só dormia, das horas em que só comia. Misturo por ora sonos com pensamentos, leituras com escutas (quase) activas, jantares com deambulações internas de organização doméstica. Dou por mim com elevada frequência a tentar apossar-me de várias coisas ao mesmo tempo. Separo os ouvidos para um lado e os olhos para o outro, filtro o que posso, encaixo o que consigo e no final, não raras vezes, misturo a informação que engulo meio sôfrega, não fosse escapulir-me por entre os minutos que correm rápido, fugazes. É trivial, sei, mas cada vez mais sinto o tempo como um luxo, substituível apenas e no âmbito em questão, pela capacidade de destrinça do que realmente importa. Cresça-me um ou cresça-me a outra, penso, que os dois seriam um luxo grande demais para mim.    

2 comentários:

  1. CF, temos que aproveitar cada segundinho deste tempo que não pára...

    Sorrisos :)

    Ana

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    Respostas
    1. Ana, ai está o problema. É que muitas vezes, aproveito demais.
      Sorrisos para si também.

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