domingo, 10 de fevereiro de 2013

mais ou menos

Gato por lebre, já se diz há muito. Porco por javali, frango por faisão, sucedâneo por chocolate. Carne de aviário por carne de caça, perca por cherne, granadeiro por bacalhau. Não saí da gastronomia, podia tê-lo feito com sério benefício em exemplos, e já lá estou outra vez. Cavalo por vaca, pois. Um grande embuste de aguçada revolta, também pela simpatia do animal em questão. Evito pensar muito no que ingiro quando compro alimentos compostos e confeccionados. E não é por esquecimento, por desleixo ou ignorância. Genuína é a hortelã que me cresce no vaso da varanda, os agriões que germinam no leito do rio, as azeitonas que caem das oliveiras na costa. E outras do género. O resto é mais ou menos o que se diz, sabe mais ou menos ao que devia, é mais ou menos composto pelo que se descreve. O mais e o menos é a ignorância que nos permite comer, mais ou menos sossegados.    

2 comentários:

  1. CF,

    Genuínas são as galinhas que moram no meu quintal , e que vai ser um problema quando chegar a hora de as matar para irem para o tacho...

    :) sorrisos

    Ana

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    Respostas
    1. Não tenho quintal nem galinhas, mas tenho uma pena imensa... Já tive dessas, genuínas, quando tinha uma avó ( também ela genuína...)

      :)) Bom fim de semana

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