quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Eluana Englaro... E ainda há quem conteste...

Um assunto digno, sobre dignidade... O direito à vida, é sem dúvida inerente ao ser humano, como o pontífice de todos os direitos, o supremo, digamos assim... Mas o que é vida??? No Dicionário de Língua Portuguesa, encontramos definições como: estado de actividade de animais e plantas; existência; espaço de tempo decorrido entre o nascimento e a morte; modo de viver, etc, etc... No entanto, e como interessada na mente Humana, levo o termo muito mais longe e arrisco uma definição mais abrangente, onde inúmeros conceitos convergem, e onde a qualidade assume uma importância determinante; surge aqui inerente uma percepção de nós e do mundo que nos rodeia, e podemos avaliar conceitos como a Educação, a Valorização Pessoal, a Saúde; não é um conceito estanque, assumindo por sua vez diversas faces de acordo com as circunstâncias e expectativas, de diversas ordens tais como físicas, sociais, culturais e económicas... O sentir está inerente ao conceito...
Neste cenário, na minha óptica também ele um direito supremo do Ser Humano, não consigo encaixar estar ligado a uma máquina durante 17 anos, alguns em estado vegetativo. Que vida é essa? Que objectivos? Que sentimentos? Nem se poderá aqui falar do conceito de Eutanásia, utilizado normalmente para por fim a um sofrimento... Aqui fala-se de não alimentar uma situação para além do razoável; do não prolongar a vida quando a dignidade se questiona aos seus ínfimos limites, quando a qualidade por mínima que seja deixa de ser um conceito palpável... Perdoem-me os mais éticos, mas de facto parece-me que este assunto nem deveria necessitar de ser discutido...

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