sábado, 6 de agosto de 2011

Desagrados...

Estanco, por vezes, com erros humanos recorrentes. Não os claros, que todos vimos com os olhos, e que se insurgem onde menos os queremos sentir. São demasiado óbvios, não gosto deles, mas vivo com eles. São outros erros, mais subtis, menos declarados, evitáveis, mas que se vão cometendo amiúde, deixando-nos num estado de graça fictício, que parece suster-nos, num sustento frágil, mas o qual queremos até à exaustão. Deixo apenas alguns, como são, por exemplo, a negação clara do que não queremos ver, embora saibamos que exista. Como sentimentos, amor, desamor, ou outro, acontecimentos, morte, ou doença, factos, que não queremos ver, sentir ou saber. Quase parece que assim, na inconsciência do real, os banimos, num erro crasso e cobarde de quem não olha de frente. E se recusa a apelidar com o nome correcto as cruezas do mundo. Existem mais. Como o receio da falha ou da perca, que nos corta umas pernas longas e que caminham, porque o orgulho ferido, é coisa suficientemente forte para nos derrubar. E preferimos, muitas das vezes, a não existência de algo pelo qual não lutamos, do que a derrota por algo que sofremos por conseguir. E que podemos alcançar ou não. Chegamos, nesta última, a apresentar um semblante baixo e envergonhado, denunciador de um sentimento de auto despeito, como se toda o esforço exercido tivesse desaparecido, apenas e só porque não se atingiu o fim proposto. Quando o correcto, seria a altivez do sucesso, ainda que não totalmente alcançado, pelo mérito da vontade. Somos por vezes estranhos e trocamos conceitos, pressupostos. Valorizamos, por exemplo, e nesta linha de pensamento, sucessos mornos, vindos da sorte ou da circunstância, que nos deixam numa satisfação plena da conquista. Mesmo sem a luta. Desvalorizamos por completo o nosso intrínseco papel, como se ele nem existisse. E nem damos por isso.

5 comentários:

  1. :):):)Eu ando tão no meio de um processo desses que só posso abster-me de falar...

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  2. :) Antígona, será isso mesmo verdade??

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  3. É sim. Acredita que é :( Sabes que a necessidade aguça o engenho, como é costume dizer-se e, por vezes, confrontamo-nos com as vantagens e desvantagens de nos focarmos em demasia na realidade. Às vezes, por estranho que pareça, resulta "fingir" um pouco. Quanto mais não seja dá-nos o ânimo necessário para conseguirmos seguir em frente :) Não queres vir cá abaixo beber um cafezinho? :)

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  4. Querida Antígona, quero, claro, só aguardo um bocadinho de tempo e oportunidade. Não sei se para o próximo fim de semana, se para o outro, mas num desses, julgo poder ir até ai. Espero que estejas disponível. Por vezes, faz-me tanta falta estar com gente que vê o mundo real :) Não julgues isso como um facto negativo, que o não é. Porém, não é fácil olhar claramente... Beijinhos.

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