domingo, 28 de abril de 2013

grande irmão

Parece-me continuar importante para o País pessoas que vivem em regime de clausura, dentro de uma casa observada. O pressuposto tem interesse e origem determinada no grande irmão. Há um único envolvido no processo, de fora para dentro. De dentro para fora há gente que dá a conhecer podres e predicados, emergidos num ambiente de convívio com estranhos que num ápice se tornam amigos do peito, ou não sejam os únicos com os quais se pode contactar. Sobrevivência, nem mais. Ensaiam-se no inicio poses e discursos, como em qualquer inicio do que quer que seja, realidades essas que morrem de cansaço em pouco tempo. Admitamos, ninguém finge 24 horas por dia, há que entender. Uns instantes e são eles mesmos, sem pose e artimanha, claros como água. O que me faz pensar são outras questões. A sujeição de quem se sujeita, por exemplo. Voos altos (?) se impõem, mas a exigência é grande. A questão da sanidade mental após o tempo de retiro, outra. Manter-se-á? Haveria antes? A haver, teve um descaminho momentâneo que permitiu a excentricidade? E a partilha declarada do que sempre se resguardou? Muito ou pouco, não interessa. Há porém uma coisa que não me suscita dúvida alguma. As vidas dos outros continuam do melhor que há no mundo. Causam curiosidade, despeito, inveja, desprezo ou simpatia. Preenchem, distraem, relativizam, empolgam, indignam, sacodem e irritam, mas fazem-nos sempre qualquer coisa. E qualquer coisa, convenhamos, é sempre melhor do que coisa nenhuma. 

2 comentários:

  1. Lixo televisivo, em expoente máximo. Dizer que não vejo, é pouco. Recuso-me a ver. O sucesso desta bosta, prova um alarmante tique de voyerismo, e coscuvilhice, da vida de pessoas sem interesse nenhum.

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    1. O que me preocupa, é mais o que revela da sociedade. Não estou certa, mas calculo que as audiências também estejam em expoente máximo. E isso sim, pode ser revelador de problemas... O resto, é mudar de canal...

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