sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Da liberdade

Nunca houvera percebido, o porquê de o seu corpo nem se bastar devidamente, que chegaria prestar-se em cada função, de forma adequada e sem demais, para que os seus olhos vissem, os seus ouvidos ouvissem, a sua boca falasse, o seu coração sentisse. Não é que não o façam, que com a graça divina, não existe qualquer tipo de limitação palpável nas funções efectivas do seu ser, mas é que em análise esmiuçada, daquelas executadas de quando em vez, não muitas, que a assim sê-lo poderia a mente sair prejudicada, tais as desgraças que encontra, percebe-se inundada de limitações. Deveria ver muito do que não vê, dizer muito do que não diz, e por ai adiante, seguindo o que se referiu anteriormente, e ainda estendendo a outras funções, que vai-se a ver e nem são só aquelas, embora eu vá dispensar de as nomear, sob pena de maçar quem lê. É a alma conclui, que inundada em crenças de carácteres diversos, incutidas pela sociedade que tanto a limita como a faz crescer, a principal responsável por tais condicionamentos físicos, totalmente inexistentes em caso de pureza. Só para que percebam, podem tomar de exemplo uma ingénua criança, ainda longe dos quês impostos, dos dogmas incutidos, dos estereótipos criados, dos medos nascidos. Tudo o que vê ou assimila, encaixa no campo puro das sensações, e é incapaz de dizer o que não sente, ou de sentir o que não é, deixando-nos a nós, adultos, por vezes envergonhados, com tanta sinceridade. Crê pois, que apenas elas vivem em pleno o que há para viver, sendo que deve até existir um limite, mais ou menos no mesmo sítio, um pouco mais para adiante, ou um pouco mais para atrás, a partir do qual deixamos muitas das vezes de ser nós mesmo, para enveredarmos para o caminho esperado. É por isso, conclui ainda, que elas são mais felizes. Elas não sabem, mas são livres. Daquela liberdade da mente. A verdadeira, portanto.

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