quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Fumo

Lá na entrada do Banco estava gente que fumava. Não tenho nada contra quem fuma, mas tenho contra aglomerados de gente que deita fumo nas portas dos edifícios. Não é por nada, é porque fica muito feio, e reservo-me o direito de implicar com estas coisas, quanto mais não seja cá dentro de mim mesma. Encontro estes grupos por todo o lado, principalmente, e para além dos bancos, repartições de finanças, câmaras, escolas, sim escolas, aquele sitio onde não se pode fumar dentro, ainda que existam espaços de ar livre, mas onde se pode fumar fora, mesmo encostados ao portão, professores, alunos e funcionários, todos numa amena cavaqueira. Até porque aquela máxima de que os exemplos vêm de cima, faz muito sentido no que toca aos docentes, que deverão dar o exemplo àqueles que levam em casa com o fumo dos pais. Sim, é bonita a perspectiva, que assim promove ao menos o diálogo descontraído, do vamos fumar um cigarro, todos juntos. Não é que queria transformar o tabaco numa coisa condenada pela lei, nem os fumadores numa classe a abater, eu que até sou bem capaz de dar uns bafos em dias de neura, ou, inversamente, em alturas de acesa convivência social. Só acho que ultimamente se fomentam muito estes comportamentos, desde que as gentes já não se podem sentar na pastelaria da esquina a mandar fumo, pela saúde de todos, bem sei. E então manda-se fumo às portas. Pronto, não gosto, é isso. E ainda gosto menos quando estou na fila, à espera que acabem o vício. Se fumassem todos nas traseiras onde ninguém vê, clandestinamente, como eu em tempos de estudante, ninguém se enervava, e eu julgo até que era capaz de acabar com esta minha embirrância.

1 comentário:

  1. Tb me irritam um bom bocado - os grupos de fumadores às entradas , e em convívio no qual pareço não ter lugar. É que eu não fumo mesmo, nunca. :) AE

    ResponderEliminar

Deixar um sorriso...

Seguidores