quarta-feira, 11 de março de 2009

Não há pachorra...

Continuo a deliciar-me com a Primavera... Valha-nos isso para enfrentar os dias de correria a que sou sujeita... Ainda ontem, atingiu o apogeu da loucura, quando, no final de um dia de loucos, entro numa piscina de loucas, encabeçada pela Prof... Mas o que é isto, minha gente? E eu a pensar que vinha relaxar numa aula de hidroginástica; sim, daquelas das velhas... Pensava eu, ora pois... Ainda antes de entrar, sou enfaixada num cinto, que me aperta até ao limite do razoável ( que é para ver se encolho um bocadinho)... Mal entro, sou obrigada a enfiar uma espécie de mão de sapo, a fim de dar mais dificuldade à coisa; depois de esbracejar e espernear consideravelmente durante alguns infinitos minutos, eis se não quando, a bela da Prof se lembra de nos albardar, com uma coisa que não sei muito bem o nome, mas que nos faz boiar os pés; ou seja, pra nos conseguirmos manter minimamente direitas, a labuta é considerável; a guerra de esforço continua pois acesa, entre os pirolitos que engulo quando me relaxo um bocadinho, e deixo os pés vir ao de cima, mergulhando automaticamente a cabeça... Aí sorrio, ao ver as caras aflitas do resto das minhas comparsas, que ora de olhos escancarados, ora de bochechas cheias de ar ( não consigo perceber porquê, mas parece-me que por vezes deixam mesmo de respirar, deve ser para ver se explodem), vão tentando acompanhar o ritmo... E grita a mestra na sua lide, "força meninas, vão ver que desaparece a celulite"... É bom que desapareça, pois só em nome da beleza se aguenta tamanhas loucuras num fim de dia... Ainda dizem que o mundo não é injusto... As ricaças tonificam-se estateladas, com um massagista a tratar do assunto, com a ajuda de óleos perfumados; relaxadinhas, cheirosinhas... Eu, pé de chinelo, malho que nem uma louca na piscina e vou pro balneário público, cheiroso a mofo, com chuveiros que deitam uma pinga de água. Pra compor o cenário, um bando de barrigudas, de roupão na mão, abalroam o corredor do duche, capazes de nos saltar em cima, se dermos um passo em falso e lhe apanhar-mos a vez... E lá vou eu, armada de chinelito de enfiar no dedo, não vá o Diabo tece-las e apanhar uma micose... Com a tralha à pendura, cai daqui, cai dali, sendo que no final da empreitada, já tudo está lavadinho, como manda o figurino. Já nos vestiários, apela-se à nossa concentração, a fim de ser possível coordenar todos os movimentos sem pôr uma meia numa poça, ou um salto do sapato algures naquelas placas de plástico esburacadas, que não sei o nome, mas também não importa... It's the end of the day, ufa... E ainda falam em igualdade. Não há pachorra...

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