sexta-feira, 13 de março de 2009

O assunto já enjoa...

Desculpem-me os visados, mas esta história de Professores, fartos disto e daquilo, já começa a enjoar... Agora são as regras dos concursos, que melindram os Senhores...
Eu não sei se sou má entendedora, mas de facto não consigo entrar nas suas mentes e achar que eles são uma classe desgraçada... Pelo contrário, imediatamente concluo que apesar das alterações são uma classe ainda extremamente beneficiada...
E não pensem que falo sem conhecimento de causa, pois também já dei aulas, conhecendo pois os bastidores da situação.
O problema, é que os maus hábitos são difíceis de perder, e quem trabalhava á uns anitos 22 horas lectivas por semana, com possibilidade de reduções, num horário arrumadinho de forma a conseguir um diazito livre, mais pro final da semana, se puder ser, pois um fim de semana prolongado sabe sempre bem, não está muito disposto ás alterações propostas pelo actual Governo. A mim, confesso, fazem todo o sentido, apesar de não ser Socialista, se tivermos em conta a competitividade nos nossos dias, e a necessidade de uma boa preparação das nossas crianças e jovens...Na exigência do mundo de hoje, não posso concordar com a visão dos Professores...
Para ajudar ao ponto de vista deles, temos ainda a quantidade de férias durante o ano; Férias, sim, no verdadeiro sentido da palavra, período ao qual eles chamam de interrupção lectiva ( Qual férias, qual que... Vamos uns dias para casa descansar o cabedal, ás vezes até se aproveita para uma viagenzita e tal, mas não são férias... Nada disso). Sim, de facto aqui o nome interessa muito; período que eles consideram ser para "restabelecer a sanidade mental"... Aquela sanidade que o resto do mundo tem de conseguir manter sem tanta interrupção ( sim interrupção, já disse que não são férias) ...
Mas enfim, muitas vezes ainda constato que quem mais direitos tem, mais direitos quer, sendo que a imparcialidade continua ausente da mente dos nossos trabalhadores... Ainda ontem, e a respeito da greve de hoje da Função Pública, que não tem directamente a ver com os Professores, mas para mim, os princípios fundamentais são os mesmos, interrogo uma digna Senhora grevista, sobre os porquês desta greve, e sobre o que a faz manifestar-se; a resposta que obtenho é no mínimo reveladora do que se passa no nosso País; "não sei muito bem, sei que é Sexta-Feira, não vou trabalhar e vou até Lisboa"... E daqui os Sindicatos fazem as leituras estatísticas de adesão à greve, conseguindo normalmente fantásticos resultados... Realmente, julgamos-nos nós no primeiro mundo... A meu ver, e com todo o respeito pelos Países Africanos, parece-me que nos encontramos geograficamente um pouco mais abaixo do que julgamos...

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