sábado, 25 de maio de 2013

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Hoje permiti que as mantas se mantivessem nos pés da cama para Dona Julieta descansar. Enrolou-se bem cedo no meio de uma, e aqueceu-se ao limite em banhos de um sol primaveril que a amacia tanto. Agarrei-a, tirei-a dali e mostrei-lhe a sua cama sempre arrumada, há muito, nem sei quanto. Apontei-lhe com um dedo e expliquei-lhe que lá encontraria o sossego que merece sem donas que menosprezam horas de merecido descanso, em nome da ordem. Escapuliu-se-me do colo, nem vi, e mais rápido do que vento aninhou-se no mesmíssimo local de onde eu a tinha tirado. Quando cheguei já se encontrava quente. E ronronava baixinho enquanto me cheirava o nariz. Se dúvida houvesse ter-se-ia dissipado, o género é feminino: nós quando precisamos, também ronronamos.   

4 comentários:

  1. É, não é? O problema é que não somos só nós que sabemos disso... :)

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  2. E, por vós, nós temos vida de cão... :P

    (just kidding)

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    Respostas
    1. :)) Só podes estar a brincar, mesmo. Nesta dupla, o jogo é demasiado perfeito para que alguém saia a perder o que quer que seja...

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