domingo, 19 de maio de 2013

perspectivas

Dados como estes, deveriam ser suficientes para haver mais preocupação com o assunto. A mim, e mais do que as declaradas, preocupam-me as encobertas, latentes em corpos mais ou menos conscientes da sua existência. A saúde mental é um dos principais indicadores da qualidade de vida, mas continua a ser descurada tal e qual era no tempo das nossas avós, quando vinho e trabalho excessivos justificavam tudo com justificações plausíveis. Hoje temos uma crise generalizada responsável por tristezas e por quase todos os distúrbios que moram dentro dos corpos, muitas das vezes há tempo demais. A avestruz esconde e cabeça mas nós somos ligeiramente piores. Escondemos só a parte de dentro e faz de conta que está tudo bem, até ao dia em que nos habituamos ao estado inveterado do é mesmo assim e por isso é deixar estar, altura em que só o muito pior é que passa a ser mau. Errado, nada mais errado: A vida não é nem pode ser um estado de tristeza crónica. 

6 comentários:

  1. Toda a razão :) :) toda, e mais alguma :) Deveriam existir psicólogos em todas as escolas, em todos os lares e em todos os centros de saúde. A Psicologia deveria fazer, em conjunto com a Psiquiatria, parte das especialidades disponibilizadas pelo serviço nacional de saúde e não é. Isto para não falar dos estomatologistas...e, à pala da crise, o futuro prevê-se negro. É o retorno das personagens medievais, loucas e desdentadas.

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    1. Lol... já ri agora com essa das personagens loucas e desdentadas. :)) Mas é verdade. E isso, de facto, não tem graça nenhuma...

      beijinhos...

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  2. Devia de haver era mais dinheiro, menos impostos, menos BPN's, menos PPP's, menos submarinos.... Isso é que era :)

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    1. Também Sputnick, mas não só. Não há dinheiro que resolva tudo. Se houvesse, até eu gostaria mais dele. :)

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  3. Muitos estados desses, para não dizer quase todos, advêm de "la vie est belle" na boca dos outros. Não é. Mas pode ser entre o de vez em quando e quase sempre. Bastava.

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  4. A vida é sempre bela, com altos e baixos, com coisas boas e coisas más. Mas a perspectiva que encontro muitas vezes é delicada. Como se os estados menos bons fossem a constante, os estados felizes um quase nunca, os estados maus, de vez em quando. Instala-se a perspectiva, sabes, baixa-se a fasquia do ânimo... Não é bom, nada bom...

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