segunda-feira, 27 de maio de 2013

culpas

A crise também leva às costas uma culpa mais velhinha que o Deus nos acuda. Não ajuda, como não ajuda em nada, mas a verdade verdadinha é que sempre foi mais confortável procurar a ajuda de um clínico geral  e de um comprimido quase invisível, do que a de um técnico ao qual recorrem pessoas eventualmente disfuncionais, coisa que ninguém é, com muito orgulho.  E se há muita gente para a qual este mito já morreu, também há muita para a qual continua vivinho da silva e bem de saúde, obrigado. Não nos ilibo de culpas, principalmente quando leio publicidades sonantes pouco credíveis e "diagnósticos extraordinariamente competentes", conseguidos à custa de uma consulta de conversa e nada mais. Não ajuda a "competência" adivinha nascida em consultórios demais. Não ajuda a falta de rigor que ainda se encontra em portas abertas com indicações de cura rápida e fácil de depressões, obsessões, ansiedades e temores diversificados. Ninguém cura num minuto o que a vida constrói em anos. Um conjunto de circunstâncias com consequências sociais graves: burlas e desadaptações há muitas; gente com pressa, também; comprimidos milagrosos não há, mas quase que sim; e o dinheiro é pouco de facto. Tudo junto constrói esta fantástica notícia e um futuro preocupante sobre o qual todos deveríamos reflectir seriamente, incluindo os profissionais do ramo. A auto análise critica, nunca fez mal a ninguém.

( Por princípio só utilizo a terminologia grave em casos declarados, daí tê-la reservado para as consequências sociais que já atesto e tê-la mantido de parte no que se refere ao futuro. O que não quer dizer que não considere estas questões gravíssimas.)

2 comentários:

  1. Não sei se a Maya estará assim tão bem, mas os profissionais do ramo (do teu) também devem de reflectir porque a auto-crítica bem analisada nunca fez mal a ninguém.

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    1. Não sei se me expliquei bem. Fui má, eventualmente demais, e por isso até pode ter parecido mentira. Incluo uma parte considerável do meu ramo em tudo aquilo de que falo. Melhor, era dele que falava, maioritariamente, quando me refiro as curas milagrosas e rápidas e os diagnósticos feitos à pressão. A auto crítica era para nós. Oxalá, todos a fizessem...

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