quarta-feira, 28 de setembro de 2011

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A verdade, é que não tenho tido tempo para isto. Mas continuo a gostar, a sério. Hoje, e apesar de tudo, estou mais ligeira. Abeirou-se de mim a senhora Dona Fernanda, uma criatura engraçada e risonha, que eu precisava de ver mais vezes. É ruiva, e pouco dada a vaidades. Tem o riso mais fácil que eu conheço, e o dom de me contagiar. Lembro-me em tempos de estudar qualquer coisa sobre terapia do riso, e de não ligar muito ao caso. Fiz mal. Rir do cágado que partiu a carapaça e ia sendo colado, do lago lá de casa que está malfadado, das filhas que comem bolonhesa de legumes a achar que está lá carne, e da arquitecta que está há tempos à espera enquanto nós rimos, fez-me só foi bem. Há, e comi Sericaia Alentejana, cozida em forno a lenha, num prato de barro e cheia de canela. E esta não me fez bem, fez-me muito bem.

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