quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Inerências profissionais

Fico sempre muito irritada, quando mulheres me entram pelo consultório a dentro, a dizer que fazem sexo por dever ao marido. Há coisas devidas, é um facto. A água, a luz, a renda, os impostos. E depois existem as outras que fazemos se nos apetece, e se não nos apetece não fazemos. Não devemos, pronto. Queremos, ou não. A parte de me custar a entender, por que é que esta gente não tem este tipo de apetite, não vem ao caso. Tal como não vem ao caso a minha curiosidade em saber que raio de sexo é aquele, onde 50 por cento da envolvência olha para o tecto e conta as melgas, enquanto espera que acabe depressa.

3 comentários:

  1. Houve uma altura - aquela em que os casamentos, na sua maioria, passaram a ser por amor, que se acreditou que isso ia acabar. Pelos vistos enganaram-se...

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  2. Para além da confusão igualmente me faz o que descreves, há outra que também não compreendo, como é que se pode tirar algum prazer de fazer sexo com alguém que apenas o faz por dever?

    Mas, "once again", serei certamente eu que tenho uma visão demasiado idealista da vida, em que penso que um pôr do sol, uma jantar, um filme, uma noite de amor, só fazem sentido a dois e quando ambos olham na mesma direcção...

    Beijo

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  3. Se é grave essa humilhante apatia, não deixa de me fazer confusão como é que esse tipo de homens consegue levar a cabo um acto que tem de ter amor e desejo, por anos seguidos.(ou será que nem se apercebe?)

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