quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Escola

Hoje comprei uma pasta ao meu filho, necessária para arquivar os cadernos, já adquiridos há uns dias, de Inglês e Música. Falta ainda uma cartolina, e no Sábado que passou tinha vindo uma régua de 20 cm. Tudo isto para depositar numa caixa plástica que já habita na escola, recheada de lápis de cor, canetas de feltro, afias, borrachas, copos para colocar em cima da mesa com os utensílios de escrita, um dicionário com o novo acordo ortográfico, o Magalhães, papel de lustro, blocos de linhas, de contas e de desenho, um dossier de lombada grossa, entre outras coisas que provavelmente esqueço. Tudo isto foi adquirido mediante uma longa lista, enviada pela professora. Foi com enorme gosto que compramos tudo, etiquetamos, e levamos para a escola. E é com alguma nostalgia que lembro os meus tempos de gente pequena, que vivia numa aldeia perdida na serra, onde um caderno preto e um lápis de carvão, eram o material escolar. Um dia a minha mãe comprou-me uma almofada de picotar, daquelas que hoje não se usam, que os tempos são outros, e pode algum endiabrado, espetar um olho, alheio ou não. Fiquei feliz nesse dia. Tal como também ficava quando a professora, Dona Maria José, me permitia sacar das caixas cheias de carimbos em forma de bonecos, que eu molhava na tinta azul, carimbava, e coloria. Esses também me parecem desaparecidos. Faz algum sentido. Com tanta oferta e tecnologia, ninguém lhe iria achar graça alguma.

1 comentário:

  1. Será CF? Não querendo minimizar em excesso, creio que é de excessos que por hora se vive. E está à vista de todos, que o caminho não é por aí.. :)

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