quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Das desculpas

Chega esbaforida, quase capaz de deitar os bofes pela boca, fazendo uso desta expressão, primorosamente usada pela senhora minha avó, sempre que subia alguma subida de forte inclinação, como por exemplo a que a levava à igreja, tida como um sacrifício, capaz por si só de lhe levar um numero considerável de pecados. Olha-me de esguelha e inicia um chorrilho de desculpas esfarrapadas, todas mais ou menos iguais, tal como o nome indica, e totalmente descabidas e improváveis de ser. Não simpatizo lá muito com este tipo de provação de inocência, despropositada, dispensável, desagradável de ouvir, e ainda por cima, perturbadora para qualquer capacidade de inteligência que se preze, que pode nem ser muita, é bem que se diga. Simpatizo muito mais com a hombridade de quem se consegue assumir, aqui como em tudo. Quanto mais não seja porque no meio das palavras que profere, não vem escrito parvinha disfarçado, em letras miúdas. Existem nomes que até tolero, mas este, confesso, repugna-me. Até porque, eu nem sou lá muito de questionar o que quer que seja, a quem quer que seja. E para além disso, e venham ao que vierem, se não quiserem vir não venham, e se quiserem vir mais logo, façam o favor, que eu oriento-me. Depois por estas e por outras sou apelidada de outros nomes simpáticos, com os quais já lido perfeitamente.

2 comentários:

  1. Isto já está bom :):)
    Quanto ao texto, cada vez aguento menos gente frouxa, sem verticalidade.

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  2. Olá,
    Cheguei à pouco aqui, vinda do Forte Apache (que também hoje conheci). Uns blogues levam-nos a outros e muitas vezes temos agradáveis surpresas. Gostei do que li, só vi os últimos 3 posts, mas vou voltar,já coloquei o link lá na minha Mansarda.
    Bom fim de semana

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