domingo, 29 de agosto de 2010

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Continuo a ler sobre lapidações, burqas, niqabs e dupattas, que me surgem daqui e dali, ou não fora assunto de ordem. Bem sabem, que já por cá trouxe, o que sinto da justiça, da liberdade, e de outras grandezas humanas que extremistas tendem a aniquilar, como se um poder absoluto detivessem, e lhes fosse possível decidir vidas alheias, numa subjugação doentia a interesses que se dizem sagrados. Ainda ontem, me perco no National Geographic, e encontro uma cadeia de mulheres, com número considerável de penas perpétuas, por crimes de homicídio. Penso nas disparidades exacerbadas do mundo, e em como também aqui, o local onde se nasce, poderá ditar sortes e destinos, com uma determinação implacável. Em terras lusas, tirar vidas pode passar em dez, quinze anos. Sítios há, em que com a vida se paga, em vida, ou em morte. No Irão, basta um amor lutado e sentido, em detrimento da solidão, ou da subjugação doentia a um Marido castrador, para se correr risco de lapidação. Aqui pode-se, ali não. O caminho da uniformização é utópico, bem sei, que nos encontramos inseridos em culturas, credos, convicções. Mas parece-me a mim, haver braços cruzados que se deveriam abrir, contra estas e outras violências desumanas. Desta forma inerte, o poder quase me perde o sentido. Todos os dias as leio, todos os dias as lamento. Todos os dias lamento ainda a ignorância humana, que me parece detentora de grande responsabilidade. Só verdadeiros ignorantes desperdiçam vidas em causas tão sinistras, ao invés de perseguirem caminhos superiores, e tão ao alcance. E só uma sociedade excessivamente permissiva, as possibilita como se ninguém visse.
Há quem veja, claro que sim. Quem pouco pode, mas quem muito quer. Um bem hajam a eles, quanto mais não seja porque lutam em causas nobres, que ainda espero não perdidas.
A quem as desdenha, sob o pretexto da ineficácia, o silêncio, parecer-me-ia melhor.

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