quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O Padre Diogo

Fui à minha mãe, que mora envolta em santidades. Mesmo ao lado moram as Freiras, Irmãs Carmelitas, que rezam, cuidam enfermos, e ainda apoiam velhinhos. Bem defronte, surge a igreja, que toca o sino de hora a hora, e onde o Senhor Padre Diogo, reza a missa diariamente. Hoje dei de caras com ele, Homem já de idade, que apesar de me ter casado, e de me ter baptizado o filho, já de mim não lembra, que de resto, nem lhe povoo as missas ou confissões que o justifiquem. O Padre Diogo é um típico Padre. Daqueles de boa índole, que fala pausadamente, nos sorri enquanto prega, e nos transmite uma qualquer paz, independente da fé. Nem falando aqui de religiões particulares, admitindo as diversas que existem, tenho para mim que os Messias, Presbíteros, ou outros que tais, necessários ao bem estar da Humanidade, nem interessa porquê ou porque não, interessa que são, todos o sabemos, deveriam ser sempre pessoas de paz. Tenho conhecido mais Padres do que Freiras assim, que pela parte que me toca, e se me debruçar sobre o assunto, nem entendo muito bem o que leva determinadas personalidades, para absolutas Servas do Senhor. Como percebeis, vivias de perto. Vi de todas e mais algumas, que a mando de minha mãe, presenteava-as com frequência, com frascos de mel, bolinhos secos, e outros acepipes, levados especialmente por mim, nem sei bem o porquê. Sei que as há de bom coração, boa vontade e dedicação, como as há de espírito revolto, digo eu, sem saber se será isso. Poderá também ser ou um qualquer outro mal, que as tenha assolado, e levado para aquele caminho, por ausência de outro, mais prometedor. A Irmã Rosa, por exemplo, que me leccionou Religião e Moral, e que despejava páginas inteiras de matérias que teríamos de decorar, sem perceber o porquê ou o para quê, que nada disso importava, é um desses casos. Enchia-nos a cabeça de sapiência que nunca utilizaríamos, porque rapidamente esquecíamos, que o que assim se aprende, depressa se esvai, e sem qualquer proveito. Diziam as mais pacíficas, que com ela privavam, que ela tinha uma personalidade conturbada, que manipulava a irmandade, ao sabor das suas vontades. E que ao pé dela, ninguém tinha paz, tamanha incongruência esta, de alguém que diz acartá-la consigo, na reza e na vida. Já tenho pensado, que levará pessoas a tentar pregar o bem, quando nem é o bem que lhes povoa a alma.

2 comentários:

  1. Eu já não tenho essa opinião dos padres. Perto do local onde a minha jove trabalhou há um lar para padres, e as histórias que as empregadas do mesmo contavam eram material para um filme!

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  2. Sabes que eu cada vez estou mais convencida que as pessoas que optam por essa vida, ou muitas delas que há sempre excepções evidentemente, são pessoas que, no fundo no fundo, são más?! E como têm medo do castigo divino pela maldade que têm, ou acreditam ter, refugiam-se na religião. Já conheci muita beata que é o diabo quando perde as estribeiras e algumas até o fazem por pouco...

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