sábado, 14 de agosto de 2010

Crime, disse ela?

Esta coisa de criminosos a monte, é quase criminoso também. A sociedade, estranha abrangência onde nos inserimos, a medo ou não que estamos sempre lá na mesma, nem adianta não querer, é uma coisa estranhamente permissiva aos que lhe fazem mal. E cruelmente ameaçadora aos que a zelam e tentam manter a ordem e a coerência, debilidade tamanha esta. Vi-o ontem, ao fim do dia. Lá estava ele, dentro do seu Mercedes, de cigarro enfiado no canto da boca, com o aspecto ordinário de sempre, o ar de sempre e a vida de sempre. Ela mantém-se ausente, e quando regressar, que deverá ser breve, vai ter de conviver com a presença dele, como convivemos diariamente com a presença de corruptos, de incendiários, de outra gente violenta, e gentes assim, que a tal da sociedade permite com uma facilidade aflitiva. Ao fim e ao cabo, a vida de quem coagiu, de quem infligiu, de quem praticou os actos da chamada violência, que nem se sabe muito bem se é digna de nome, porque é a tal da delicada, que envolve esposos pelo que nos devemos abster, continua impune, continua a viver a sua vida doentia, mas permitida por quem de direito, e continua até, quem sabe, na busca de alguém mais a quem possa exercer os seus instintos de malvadez, de forma continuada.
Azar, tem quem está do outro lado, que decerto não mais terá sossego, na iminência de cruzar caminho com tal pessoa, que já tanto mal fez, mas que poderá ainda fazer mais, que nestas personalidades limite, o verdadeiro limite, está muito além do que se imagina. Até porque, nesta gente que nem isso é, a perca, por perca que seja, é pequena de mais para limitar actos. E a humilhação da denuncia, por demais grande para se tolerar.
E assim continuam as notícias que dão que falar.

1 comentário:

  1. Isso agora parece que pia mais fino. A velha máxima de «entre marido e mulher ninguém mete a colher» está a cair em desuso e a denúncia é um dever cívico, dizem...Cá por mim eram todos capados. A frio.

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