quarta-feira, 27 de abril de 2011

Da produtividade. Uma pequena consideração...

Salários indexados à produtividade, parecer-me-ia uma catástrofe justa, se é que o termo tem algum sentido. Não considerando, obviamente, situações dignas de impedimento real, em que o trabalho não pudesse efectivamente ser realizado, encontrar-nos-íamos numa justiça, à qual duvido que conseguíssemos sobreviver. Levo ao extremo a ideia, que apenas se falou, segundo ouvi, relativamente aos magistrados. Parece-me tão deliciosamente coerente, que quase me apetecia generaliza-la. Com toda a inerência envolvente, da clareza dos métodos necessários para que o procedimento se efectuasse em correcção suficiente, facto que nos levantaria por certo outros sérios problemas, que não irei por ora abordar. Sei-a porém impossível, que num instante nos instalaria num caos, perante a amalgama de gente que trabalha sem produzir, ou seja, que ocupa determinados lugares, aos quais tem um estranho direito, sem obrigação consequente. Tudo isto, em diversas vertentes, incluindo cargos políticos.

E seríamos nós sobreviventes a tal provação? Tornar-nos-íamos mais competentes? Ou entraríamos no tal caos de revolta, de quem muito quer, mas pouco faz para tal, emergindo num ciclo vicioso de reivindicação crónico, totalmente condizente com o nosso povo, salvando, claro, as devidas excepções?

2 comentários:

  1. Ele há tanta, mas tanta gente a picar o ponto, a sentar-se a uma secretária e a não ter nada para fazer porque nada lhe dão! No sector público, note-se. Dizem-se "na prateleira" e tenho a impressão que nós chegámos mesmo a pensar que o termo tinha caído em desuso...

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  2. Nem teríamos de inventar nada. Bastaría seguirmos alguns (bons) exemplos de outras gentes. Contudo, como muito bem sabemos, a incompetência, o tachismo, e a lei da cunha permancem firmes e hirtos no nosso cantinho. Mais, porque o exemplo vem de cima :)

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