segunda-feira, 23 de julho de 2012

Atentem nisto

Sempre fiquei tremendamente enojada com a vontade que o ser humano tem, na sua generalidade, de reprimir as ânsias dos corpos alheios. O corpo é um invólucro onde encerramos gritos, sorrisos, desesperos e alegrias, e que precisa por isso de libertá-las quando as mesmas são em excesso. Gargalhadas sonoras, choros amargurados, dores sentidas ou felicidades declaradas, têm o direito de ser expelidas quando vivenciadas cá dentro de forma extrema. Existe em nós um auto controlo já por si só suficiente para que mossas ou grandezas se encaixem onde podem e onde não podem, que faz com que a consistência nos transborde do corpo mesmo quando nos abandonou. Por isso, julgo que seria importante e organizador para quem sente, deixar sorrir quem sorri, amar, mesmo que sonoramente, quem ama, e chorar quem chora.

( Um dia destes destruí um castelo de peças à martelada, juntamente com um menino cheio de frestas e lugares repletos de horror. No final sorrimos os dois. Ainda bem que ninguém nos viu.)

4 comentários:

  1. Tudo isso, mas muitas vezes somos nós próprios que não queremos ser vistos em tais propósitos. E, com razão. Chamamos intimidade, direito à intimidade.

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  2. Também, Paulo, também. Mas não só isso...

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