segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Não-Assunto, de MST

Continuo a achar um piadão às pessoas que dizem o que acham sem medo de represálias. Indicam-me a existência de uma consistência rara, diria que quase sublime. Eu própria tento ser assim vezes sem conta, mas confesso que estanco perante determinadas máximas, não por medo, mas por protecção. Família, amores, amigos, despoletam em mim um qualquer síndrome que me trava a língua e me faz procurar o jeito. É uma fraqueza da minha existência, que não aguenta como deveria os embates sentidos por quem gosto, e nada a ver com mais nada.
Alargando, aprecio muito quem consegue vir a público, por ser uma figura de destaque, assumir com palavras certas e directas, ou seja, sem qualquer tipo de ajeitamento, a nojeira que povoa a nossa classe política. Como o fabuloso "Não-Assunto", de Miguel Sousa Tavares no Expresso desta semana.

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