sábado, 7 de julho de 2012

Escolhas

Aquela sensação de que temos poder de escolha é de facto fantástica. Somos dotados de livre arbítrio, não haja duvida, mas existem dias em que me pergunto a mim mesma se sou eu que escolho a minha vida, se é a minha vida que me escolhe a mim. Soa um tanto ou quanto a estranho, se é minha, já o deveria ser à partida, logo não necessitaria de escolher-me, mas isto são meras trocas de palavras, erros de escrita, frases sem nexo. O que tem nexo é o resto, a história das escolhas. Há coisas que eu não posso escolher e queria muito poder fazê-lo. Não sei se carecem de exemplos, mas julgo nem serem precisos. No oposto as tais opções. Posso escolher onde moro, posso escolher os amigos que tenho, posso escolher o trabalhos, e isto encarando um leque opcional que nem sempre é assim tão simples. Mas e mesmo que o seja, nada me garante a mim que essas minhas escolhas não trazem de arrasto predefinições vindas de longe, de um sitio onde alguém coloca no meu caminho determinadas opções ao invés de outras, que poderiam ser exactamente aquelas que eu quereria para mim, caso pudesse considerá-las. Encaixa isto no destino, pode ser isso, nas  oportunidades, na sorte. Não somos todos dotados da mesma, cada um tem a sua, e são mais distantes umas das outras do que o caminho que me separa da lua. Talvez seja por isso, para além de outras coisas das quais já cá tenho falado, que nunca me sinto totalmente livre, o que é algo que me faz uma falta do caneco. Ou talvez nem faça, não posso sabê-lo, nunca o senti verdadeiramente. Nunca pude escolher ser livre, é isso, não me foi dada a opção. Nasci presa ao mundo, às coisas e às pessoas. Se um dia me soltam, se calhar posso perder-me, e julgo que a vida, sapiente, sabe disso.

4 comentários:

  1. Escolhemos o principal e submetemo-nos às contrariedades das nossas escolas :):) é esse o livre-arbítrio, e já não é nada mau...:):)

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  2. Não é, mas por vezes parece que não me chega... Tás boa? E a Puca? :):)

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  3. A Escolha Inteligente "Uma vida bem sucedida depende das escolhas que fizermos. Temos de saber o que é ou não importante para nós. A escolha inteligente implica um sentido realista dos valores e um sentido realista das proporções. Este processo de escolha - de aceitação por um lado e de rejeição pelo outro - começa na infância e continua pela vida fora. Não podemos ter tudo o que ambicionamos. O homem de negócios que procura o sucesso financeiro tem muitas vezes de abandonar os seus interesses de ordem desportiva ou cultural. Os que preferem servir os interesses espirituais, culturais ou políticos da sociedade - sacerdotes, escritores, artistas, militares, homens de estado e funcionários públicos em geral - têm quase sempre de relegar para segundo plano o bem-estar financeiro.
    Com uma vida limitada não podemos ser ou fazer tudo. Estamos constantemente a ter de escolher com que e com quem passar o nosso tempo. Cultivar amizades toma tempo. Às vezes temos de recusar encontros e desapontar muitas pessoas para termos tempo de alcançar os nossos fins. Todos os dias temos de escolher entre as coisas que estão à venda. Não podemos ter o mundo inteiro, tal como uma criança não pode comprar todos os rebuçados da doçaria se tiver apenas um tostão. Esta é uma das grandes lições da vida. Temos de escolher na altura própria, e o destino é a seara que cresce da semente da escolha. A fórmula para uma escolha inteligente exige não só um profundo conhecimento de nós próprios como uma afirmação da nossa própria maneira de ser. "

    Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'Tema(s): Escolha Sucesso Ler outros pensamentos de Alfred Armand Montapert

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