quinta-feira, 30 de julho de 2009

Da recepção...

E como ando muito pró seria, vou deambular um bocadito, e contar-vos a história da intrusa que tinha em casa para me receber. Assim, só para desanuviar de tanta conversa lamechas. Eu, atafulhada de malas, malinhas, sacos e afins. Mal chego, e não seja eu uma ciber dependente, quase antes de pousar a sacaria, rumo à sala, para ligar o meu pc, e cuscar o que por lá se passa. Mails, mailitos, blogs e facebooks, enfim, aquelas coisas que já dão origem a músicas lindas e magnificas.
Eis se não quando me deparo com a dita. Majestosa. De tamanho considerável. Ás cores. A olhar para mim. O pânico instala-se na minha pessoinha, insectofobica assumidissima.
O meu primeiro impulso é abandonar a sala e zarpar dali. Chego a pensar solicitar um vizinho, mas recuso a ideia, de tão descabida. Tremo, mesmo como varas verdes. Fecho a porta da sala, e ando por ali. Tento concentração. É hora de jantar, e preparo qualquer coisita para mordiscar. Na televisão, o debate do António Costa vs Santana Lopes. Não posso perder. Armo-me de coragem, e passo, rente a ela, para me acomodar no sofá, munida de um tabuleiro, e um pano do pó. Não vá o Diabo tece-las, e a danada da borboleta voar direito a mim. Era o meu fim. Era era... Vejo o debate, tremendo não pelas barbaridades que dizem, mas por aquela companhia acampada na minha sala. Gosto de tremer acompanhada. Mas não de uma borboleta. Cruzes credo... Tenho de tomar uma atitude. Penso na estratégia. Sapato nunca, não iria suportar pisa-la e ouvir aquele barulho característico. A vassoura é traiçoeira, pode falhar à primeira, e não posso arriscar. Encontro na minha dispensa uma aliada. A minha mopa. Linda. Nunca na vida gostei tanto dela. Meia a tremer lá vou... Ela continua imóvel. Numa vã esperança julgo que pode estar morta. Uma ova. Assim que lhe acerto, tenta levantar voo, na minha direcção, o que me faz num estado de desespero começar ás mopadas a ela desesperadamente como se não houvesse amanha. Já ela tinha quinado à muito ainda eu continuava naquele desaire. No fim apanhei-a com uma pá do lixo daquelas com pega e caixa. Ainda está lá dentro, porque a minha fobia atrofia-me os neurónios e quase julgo que pode ressuscitar. Aguarda a vinda da minha Senhora da limpeza, na próxima sexta.
Pronto, este é um dos meus pontos fracos. Favor não usar contra mim. É que é mesmo muito fraco... Tenho um cadito de vergonha, mas ora não seja eu assumida, o confesso. Sou assim, e pronto. Euzinha... Cagarolas, medricas, mariquinhas, cunhinhas e outros adjectivos. Pouco abonatórios, mas meus.

6 comentários:

  1. Com a banda sonora apropriada, daria um belo filme de terror. Depois para ser comerciável teríamos era de substituir a borboleta por um bicho a sério... ;)

    Beijoca!

    ResponderEliminar
  2. Só 'pincho' assim por aranhas Grrrrrrrrrrrrr detesto, odeio e causam-me arrepios!!!

    ResponderEliminar
  3. Se ainda fosse uma barata....agora uma borboletinha eheheheh

    ResponderEliminar
  4. tudo isso por uma borboletaaaa?????
    pensa uma pessoa k tem uma protectora mais velha, afinal n:p imagino o filme d terror lol*CF

    ResponderEliminar
  5. Mana monga, caladinha. Olha que eu conto a história da borboleta branca... Eh eh

    ResponderEliminar

Deixar um sorriso...

Seguidores