domingo, 2 de janeiro de 2011

Inícios


O prato era normalmente em tamanho grande. A gula, grande também que só ela, ficava no entanto aquém da enormidade do recipiente, pelo que se comia à volta, ou numa linha recta, várias pessoas do mesmo. Começou na minha avó, foi das poucas coisas que perdurou para a minha mãe. Existe sempre no final do ano, tal como em qualquer aniversário, pelo que no dia 31, nunca por nunca ser, pode faltar, que juntamos os dois. Gostaria de o olhar, e de lhe guardar o que me dá, ano fora. A doçura do açúcar, o travo forte da canela, a coesão da apresentação no prato, a partilha com quem quero bem.

Acabei de comer o último prato. Lá para Fevereiro, vem mais.

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