segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mudanças

Já tenho pensado, que o mundo é dos grandes, que nem sou muito apologista das teorias que afirmam, que o mundo é de todos um bocadinho, como se verdade fosse, a distribuição das grandezas, sejam elas de que carácter for, em partes iguais. Não é assim, nada disso se verifica, sendo que subjugada a critérios diversos que desconheço, a divisão é feita, segundo me parece, sem qualquer rigor, deixando a César o que é de César, e muitas das vezes, a César o que não é de César, enfim, são as vicissitudes tamanhas que nos toldam a existência, e nos fazem crer que a justiça, é uma grandeza por nós criada e por nós destruída, que nos terrenos supremos, é coisa que nem sequer existe, não se lhe sente o cheiro, não se lhe conhece a importância, nada poderemos fazer quanto a isso.
Mas dizia eu, que este mundo é dos grandes, sendo que daqui poderemos retirar inúmeros significados, e inúmeras grandezas, umas delas mais detentoras de poder do que outras, bem certo que sim. Vou eu apenas centrar-me numa, por agora me ter acontecido algo, que me fez entrar em pensamentos, daqueles sérios, profundos, inconclusivos, bem sei, mas ainda assim, úteis o suficiente, que a utilidade das coisas, é assunto delicado de se catalogar, pelo que me reservo no direito de considerar, que ainda que nada de concreto advenha das minhas divagações, elas são de um interesse supremo, por me sacudirem, por me intrigarem, por me fazerem mover internamente, coisa que muito aprecio. E eis que me debruço sobre os corajosos, os lutadores, os que caminham sem cessar, seja em terreno dócil, seja em chão vil e cruel, por considerarem que a humanidade, deles depende para a sua evolução, e por nada lhes chegar senão os limites inatingíveis, pelo que a busca constante é o único caminho que conhecem, ou seja, são caminhantes eternos. Porém, em momentos ingratos, quase que julgo, e dada a injustiça terrena, que muitas das vezes, a esses, resta a frustração de nunca se atingir. A glória, acaba por vir aos que se resignam, aos que nada lutam, aos que nada querem, porque o pouco lhes sabe a muito. Qualquer dia, ainda não sei quando, mudo de lado.

1 comentário:

  1. EpÁ!! Tu não me digas uma coisa dessas! É que eu ainda acredito que vale a pena lutar :):):)

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