segunda-feira, 13 de agosto de 2012

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Sentada na mesinha redonda da pastelaria do jardim delicia-se com uma água de sabor fresca, acondicionada numa garrafa colorida e apetitosa. Uma saia de riscas curtinha é composta por um camiseiro branco impecavelmente engomado, ao qual acrescentou uma sabrina azul muito adequada à indumentaria em questão. Folheia uma revista de moda e vai falando com a amiga sentada ao lado, enquanto sacode com insistência os cabelos teimosos que insistem em tapar-lhe a expressão indignada do rosto. Fala-se da vida dos outros, com forte insistência na vida das outras. Algumas não sabem ser mulheres, outras passam a vida em saídas nocturnas enquanto alguém lhe toma conta dos filhos, não se sabe quem. Nenhuma das duas percebe este assunto delicado, o que convenhamos, o deve elevar ao estatuto de realidade verdadeiramente incompreendida, só assim se justifica que nem uma nem outra consiga outra explicação que faça sentido, para além da leviandade. No meio surge um ou outro apontamento a situações masculinas, seguidas de imediato de um mas esse é homem. 
Somos de facto um estranho espécime da natureza humana, coisa que se reflecte em diversos domínios dignos de realce. Por exemplo, perdoamos a inteligência às feias, a beleza às pouco inteligentes, a riqueza às infelizes e a felicidade das menos abençoadas pelo Deus da perfeição. Somos ainda capazes de aguentar com as primorosas donas de casa muito mal casadas, ou com as bem casadas pobres de Jó. Mas o que não conseguimos de todo e em tempo algum é aguentar com a movida das que relaxam e a aproveitam, quer elas sejam felizes, infelizes, belas, magricelas ou de tamanho considerável,  porque isso é coisa para homens. Somos tão giras, não somos? E em sequência, colhemos frutos merecidos que também não conseguimos explicar muito bem. São coisas da natureza, deve ser isso.

( Não sei se já vos tinha dito, mas quando nascer outra vez vou ser homem. Os mistérios do género feminino são demais para a minha humilde existência.)

 

4 comentários:

  1. LOL

    Gosto do eterno feminino, mas há muito que desisti de o sondar, já que uma vez descoberto é mais um encanto que soçobraria. E isso era só o que mais me faltava... :)

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  2. Olá CF, bom dia. Não sei... depois de alguma reflexão não consegui formular uma opinião sobre reencarnação. Julgo que as minis, as cascas de tremoços e de pevides, até os jornais muito desportivos e as revistas de automóveis podem ter algo a ver com esta minha impotência de concluir seja o que for sobre este tema. Um abraço.

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  3. :) Paulo, o eterno feminino é de facto uma coisa fantástica. Digo estas barbaridades, mas a escolher, nunca deixaria de ser Mulher. :):)

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  4. José Sousa, não se perca em pensamentos desses quando tem tanto tão interessante para fazer. Seria uma perca de tempo :):):)

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