quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ufa

E para que não digam que o meu blog só diz desgraças, desta e daquela, deste e daquele, a quem o mal do mundo aterrou na cabeça em dia de fúria, conto-vos por ora os meus últimos dias, em versão mixada, que é para não se perderem cá em monotonias.
Sexta passada, festa de natal do rebento. Eu e a minha fantástica altura, armadas de umas botas altas até mais não, não conseguimos ver-lhe mais do que a testa. Tive sorte. Houve quem nem testas visse. No meio de tudo, ele viu-me assim que lá cheguei. Óptimo, para mim, é o mais importante. Dia seguinte, festa no estaminé. O vestido era de verão e o dia era de inverno, ninguém me manda a mim, encher-me de cerimónias no meio dos alertas dados em grande, pela meteorologia que zela o País. Rapar griso até mais não, cumprimentar as senhoras do coro sénior, uma a uma, bem como aturar os setenta miúdos da catequese, que vá lá saber-se o porquê, uniram-se naquele dia para me perseguirem aos magotes. Para além dos quinhentos mil familiares, alguns dos quais, eu nem nunca tinha visto. Ainda nesse dia, primeiro jantar natalício, com troca de prendas e essas coisas assim. Rebento começa a saga da tosse, já cá tardava a maldita. Desde aí até hoje, a gripe dele veio, foi, e deixou em mim o resquício. Gripe que é gripe, deixa descendência, não se esvai cá em dois ou três dias, como se nada valesse em termos de potência contaminadora. Deste cabo de mim no miúdo, então espera ai um bocadinho que já te apanho, e não julgues cá que a vacina te salva, que eu sou imune a essas coisas, e aquela picada que levas-te no braço há uns meses, de nada te vale contra a minha vontade em te subir pelo pêlo acima. Estou por ora a ver se a delego. Não está fácil. O tempo seria de férias, o despedimento impulsionado, sob vontade da própria, da colega que me acudia as ausências, fez com que já tenha sido chamada de emergência, com que amanha tenha que alombar com o dia inteiro, e vamos ver se ficamos por aqui. Era bom, mas não é garantido. Hoje, almoço de natal, mais um, para o qual não fui devidamente informada, da necessidade de levar uma prenda, coisa que nem era habitual com esta gente. Era preciso, eu não levei. Na hora da troca, assemelhava-me mais ou menos, a um puto desolado, enquanto todas desembrulhavam bolsinhas, lencinhos, creminhos e outras coisas interessantíssimas, das quais eu não senti nem o cheiro. O restaurante, normalmente bom, serviu-me umas batatas com natas, ao invés do tradicional bacalhau. Não sei o que aconteceu ao dito, deve ter fugido da panela, ou assim. Tive quase para fugir também antes de pagar, mas como é Natal, resolvi perdoar o chef, que não deixei de avisar pelo sucedido, não fosse o pobre não ter percebido a fuga. Agora tenho jantar, mais um, para este tenho prenda. Tenho um rebento que não me larga, a querer um embrulho enorme, que já não sei bem onde enfiar, a fim de o manter seguro das suas garras traquinas. Já tentei dizer-lhe que aquilo é um casaco para o avô, mas o sacana, não está a acreditar nisso. Tenho uma consoada para fazer cá em casa, com toda a inerência circundante, para a qual ainda me faltam consideráveis compras.
Julgo ter ainda mais factos interessantes para partilhar, mas por agora não me ocorre mais nada. Amanhã devo voltar. Provavelmente no discurso habitual.

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