terça-feira, 22 de setembro de 2009

Perder tempo...


Não sei se sou eu que sou inconstante, mas a mudança faz parte da minha vida. Encaro-a como evolução, progresso. Percebo à minha volta, necessidades de consistências, mesmo do que não é bom. Penso, analiso, e continuo, muitas vezes sem perceber. O incerto não é para todos. A sensação de vazio que pode acarretar, faz-nos muitas vezes escolher o conhecido, como forma de evitar situações de desconforto. É uma estratégia de adaptação levada ao extremo, que exige, não raras vezes um permanente conformismo. A meu ver, essa necessidade, torna-se um fardo muito maior, do que o desconforto da mudança.

Quando me debruço mais afincadamente sobre o Ser Humano, descubro-o não raras vezes, limitado. E limitado, não significa propriamente ausência de capacidades, mas sim, dificuldades em fazermos uso delas. Por medo, castração, ou qualquer outro factor com poder de influência. Percebo ainda, que muitas vezes, o difícil, é o início. Porque a partir daí, ganha-se um impulso, quase interminável, e uma sede de seguir em frente, e recuperar o tempo perdido.
Só a giza de conselho, muito especialmente para alguém que sei que não me vai ler, o tempo é um inimigo do caneco. E é ao mesmo tempo do mais precioso que temos. Perdê-lo, por receios, não me parece prudente. O devia ter feito isto à mais tempo, não é uma boa sensação. Fala alguém que já o disse vezes suficientes, para hoje em dia, tentar evitar faze-lo de novo.
Com isto, não fomento mudanças inconsequentes e impoderadas, entenda-se. Falo de mudanças daquelas que sabemos que são necessárias, e que adiamos, indefinidamente. Das coisas, situações, ou pessoas, que já pouco nos dão, mas muito nos tiram... Porque há dessas. As que nos fazem perder tempo...

2 comentários:

  1. Subscrevo integralmente. Porque há decisões difíceis de tomar mas que têm de ser tomadas. A vida é demasiado curta para a gastarmos em hesitações e esperas. Hay que tenerlos. E seguir sempre em frente.

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  2. Há um ritual em mim que me persegue desde sempre: a mudança de algo de x em x tempo. É inevitável...quanto mais não seja, o sofá de lugar, mas algo tem de mudar com alguma frequência. Sou avessa à monotonia...ao deixar estar por estar.
    Um sorriso grande

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