quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Lisboa


O dia amanheceu atribulado, com episódios estranhos e assustadores. Lido um pouco mal com imprevistos de má natureza, mas enfim, fazem parte da vida.
Sigo para um compromisso profissional sério. Dos que exigem de mim até ao limite. Perco-me no percurso, entre monumentos sem significado para mim, mas com significado divino para a maior parte das pessoas. Num alto, bem num alto, guardado por São João, ciprestes e muros que lembram prisões. Terra ou forno? Pergunta-me alguém a quem peço ajuda. Terra digo, contrariada. Sigo. Cumpro a obrigação.


Depois perco-me de novo. Desta feita por sítios que amo. Entre os Bairros da Madragoa, as Escadinhas de Alfama, o encanto do Chiado, e a frescura de Belém. Quase sempre a pé, na calçada Portuguesa, com uns saltos altos de meio metro e uma mala pesada na mão, onde repousam mil coisas que podem sempre fazer falta. A minha mãe diz que gosto de dificuldades. É mãe, logo tem razão. Aqui também se verifica. Gosto de calçada Portuguesa. Gosto de saltos altos. Não combinam, é certo. Mas eu, contrabalanço os dois com delicada mestria, e garato-vos, que consigo caminhar airosa.
Nada de compras ou outros devaneios do género. Rua. Só rua, sol, rio e memórias. Porque em dias difíceis, há que acalenta-los. Ainda não é tempo de chá, supremo guardião dessa tarefa. O calor não deixa apetecer, embora a alma já reclame por uns goles quentes e doces. Não importa. Tinha Lisboa. Até hoje, ainda não encontrei lugar que me acalente mais do que Lisboa.

4 comentários:

  1. Lisboa é uma Senhora, e se a tratarmos como tal...é maravilhosa.
    Bjs.

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  2. Um obrigada sincero pelas palavras que sempre me tens deixado e por mais estas que fazem sempre falta, Lisboa é, sem dúvida, o meu encanto.

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  3. Então vem a Coimbra :)

    Embora eu seja uma vira-casacas e esteja a ponderar trocar a minha "pela tua".

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  4. Gostava de a ver dessa forma... não sei porque não consigo, como aliás já escrevei.
    Gosto do Porto e alguns dos seus recantos, mas mesmo assim também não consigo lhe dar uma descrição como a tua. Por vezes acho que não sei onde pertenço, porque nenhum lugar me satisfaz.

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