quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Vaidades

Termino-o num ápice. Não se pode considerar uma obra literária, mas afirmo com convicção, tratar-se de uma boa dissertação sobre relações. Dos meandros, do antes, do durante e do depois. E de como tudo funciona no antes, e mesmo no depois. No durante, é que o caso é sério. Muito sério. Aconselho a quem goste do tema, e a quem goste da escrita de Pedro Mexia. Muito própria. Muito taxativa. Nada de rodeios, nem de estratégias literárias. Gostava de também ser assim. Adiante. Envolta numa manta castanha de pelo, faço a minha habitual auto-análise. Desta feita foi tremenda. Espicaçada com o que acabo de ler, também só podia. Assalta-me por ora, algum incómodo. Com isto e com aquilo. Algumas vontades intrínsecas recalcadas à tempo de mais. Hoje de manha quando acordo, ainda envolta no pelo castanho e de televisão ligada, digo para mim, como se fosse preciso, que para grandes males, grandes remédios. E a decisão está tomada. Como ainda sofro da terrível vaidade, que tento controlar, mas está difícil, enfio-me dentro de um elegante vestido preto, com umas botas de salto. Também ficaria bem de botins, mas para pequena, ou média vá, já chego eu. Envolvo-me num lenço lilás, e saio confiante de casa. Hoje, precisava de sair assim. E saí.

1 comentário:

  1. Há dias assim, até uma folha (e porque estamos numa de olhar pelo planeta) se sente vaidosa, sempre que agarra até ao último instante uma pequena gota de chuva, dá-lhe brilho, vê nela o mundo. Se até as folhas são vaidosas, porque não nós?
    ver imagem para complementar comentário

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