sexta-feira, 30 de março de 2012

Corpo

Se calhar seria boa a consciencialização de que o nosso corpo é pertença nossa, de que podemos usufruir dele como de mais nada a nosso belo prazer e vontade, e que por isso nos proporciona prazeres indescritíveis, mas também, e consequência de muitas más escolhas e opções, sofrimentos atrozes. Ora isto aliado aos azares do mundo, ao que nos acontece sem imputações de culpas directas à nossa pessoa, faz com  que a probabilidade do pobre vir a sofrer de maleitas pela vida fora seja considerável, sem recorrer a números e percentagens, sou má nisso. Portanto por vezes debruço-me sobre os cuidados que deveríamos ter e não temos, a protecção que deveríamos dar-lhe e não damos, a coerência sobre a qual nos deveríamos reger sem o fazermos. Mas se o fizéssemos,  também sei disto, entraríamos provavelmente numa linha recta muito direita, sem graça e sem ânimo, mais ou menos como os amores que se celebram ao Sábado, sempre na mesma hora, no mesmo local, um sítio certo e infalível, que nunca deixa os protagonistas conhecerem outros territórios. No final da coisa e em consequência, pode até morrer-se tarde, mas morre-se enfadado, coisa que convenhamos, não deverá ter gracinha nenhuma.

( Pela parte que me toca procuro um equilíbrio. Procuro sempre um equilíbrio, uma palavra bonita, que me soa bem, e que dia ainda hei-de ver ao vivo. E se vir o George Clooney, também ficarei muito contente.)

2 comentários:

  1. :):):) Por vezes dá a sensação que a vida é feita de gestões - gere-se o corpo; gere-se a alma; os bens; os dias; as tarefas...uma seca na verdade. É como dizes, entre o morrer um pouco (não muito) mais cedo de papo cheio ou mais tarde com ele vazio, prefiro o cheio :):)

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