quarta-feira, 7 de março de 2012

Nomes

Releio muitas vezes o que escrevo. Nada de narcisismos, atentem. Gosto de ler o que sinto, repensar os assuntos, apenas isso. Ali o António que não era António, por exemplo. Os nomes que nos colocam dizem tanto de nós. Hoje, nesta exacta hora, não consentiria a ninguém que por obra do acaso, ou até de alguma ordem de carácter supremo, me trocasse o nome, nem que fosse por outro mais agradável aos meus ouvidos, com maior força, como Madalena ou Constança. Não obstante o nosso nome, principalmente o primeiro, denominar-nos a nós tal como denomina muitos outros na terra, tratando pois uma banalidade que assumimos como pertença da nossa identidade, algo que nos deram à nascença, por vezes até por exclusão de partes. Em qualquer local, agradecemos sempre o reconhecimento e o respeito de nos chamarem pela nossa graça, e não por um outro qualquer adjectivo, que até pode surgir abonatório, mas não é nosso. O nome, por seu lado, é. É, e nesta usurpação que lhe fazemos ao longo da vida, encontramos essencialmente uma manifestação de cariz social, a forma como nos lemos nos lábios dos outros, o que nos chamam, como nos tratam. Não são determinantes, no sentido de nos fazerem escolher caminhos. Mas são-o na manutenção da nossa identidade.

1 comentário:

  1. :) eu gostava que me tivessem chamado Maria :) afinal é o meu segundo nome :) mas pronto...

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