sexta-feira, 30 de março de 2012

Sonhos

Em tempos perdi-me na interpretação de sonhos de Sigmund Freud. Encaixava tudo o que sonhava nos meandros das suas palavras, encontrava sentidos ocultos, pesquisava resquícios pulsionais, desejos implícitos, recalcamentos. Entretanto, e muito embora continue a respeitar e muito a essência do seu trabalho, entreguei-me com o tempo a outras correntes menos subjectivas, mais práticas, que me faziam mais sentido. Nelas os sonhos não são alvo de análise e de avaliação, constituindo meras projecções sem grande significado, reveladoras de alguma preocupação mais séria, algum receio. Fico feliz de ter feito este caminho. Caso contrário, e a avaliar pelas minhas últimas noites, mais descansadas por motivos de férias, teria de considerar a  minha mente num estado sério de descompensação, coisa que convenhamos, não me parece nada ser verdade.  Hoje, por exemplo, era um dia péssimo para o divã psicanalítico. Ia-se a ver e iria directa para um Júlio de Matos extinto, onde me dariam doses sérias de antipsicóticos,  e me fariam lavagens ao cérebro de carácter profundo e irreversível.

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