domingo, 26 de abril de 2009

Esse sentimento estranho e indescritível...


Encontro alguém que já não vejo à tempo... Diz-me feliz, mudei de vida... Encontrei o AMOR... Por vezes penso a fundo no que significa esta palavra, que toda a gente ambiciona, deseja, venera, mas muitas vezes, não consegue lidar com ela... Foneticamente, soa bem, é uma palavra bonita ( estranhamente e ineditamente soa-me melhor do que love), fácil de pronunciar, por vezes julgo até que fácil de mais... Tão fácil, que se aplica aqui e acolá, perdendo a grandiosidade e esplendor que a caracterizam... No nosso dicionário, encontramos uma definição objectiva, sendo que se considera o amor uma necessidade de manter alguém junto a nós, tal é a afeição que se nutre em relação a esse alguém... Surgem daqui conceitos que me fazem pensar... O que faz alguém conseguir dizer que sentiu amor à primeira vista, é um deles; como se ganha este estado de afeição repentino? A mim soa-me estranho... Não querendo catalogar nada nem ninguém, parece-me sempre prematuro este AMOR assim do nada, só pelos lindos olhos, pelo aspecto atlético, pela figura... Atracção, enfim, compreendo. Mas AMOR? Talvez seja por esta banalização do conceito que as relações assumem hoje um carácter efémero, para não dizer fútil... Tudo é fácil, incluindo o pronunciar de um sentimento que é tudo menos simples... Pela minha parte, considero que o AMOR verdadeiro vai muito, mas muito além... Sentimentos nem sempre dados à partida, que incluem caminhos, percursos, intimidades, e por vezes dificuldades. Estes amores que se encontram assim, como se encontra um pássaro na primavera, não me parecem dignos e merecedores desta palavra... Se calhar sou eu, novamente a armar-me em esquisita, e se assim for, perdoem-me o desabafo; é que eu ainda sou do tempo de um Romeu e Julieta, de um Amor de Perdição, de um Amor em Tempos de Cólera... Embora hoje em dia vigore o Amor Portátil, e um Amar depois de amar-te...

1 comentário:

  1. Tens razão. E eu vejo isso com os meus alunos. Namoram há uma hora e já é só se ouve "amo-te". passado meia dúzia de dias/semanas/meses já é amp-te a outra. E os meus alunos não são os de 12 anos, muitos já têm 19, 20, 21, 22 e por aí fora.

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