segunda-feira, 13 de abril de 2009

Porque há dias assim...


Tenho para mim que sou forte como um raio, até que não sei muito bem porquê, uma rabanada de vento mais forte me abana quase até eu tombar... Isto de trabalhar com gente pode ser muito bonito, mas não é fácil... Deve ser de família... Eu e a minha querida mana (muito mais ela do que eu) trabalhamos com gente na doença, na dor, no fim... Mas que raio nos deu ás duas, que não encarrilhamos para ser arquitectas, economistas, floristas, cozinheiras, sei lá... Qualquer coisa que nos ponha menos à prova. Não perante os outros, isso não interessa muito; mas perante nós, o nosso ser, o nosso eu, os nossos limites...
Hoje, no meu local de trabalho que muito estimo, e pelo qual nutro um enorme carinho, tenho uma velhinha a partir... Custa tanto, e é uma velhinha. Que já viveu, que já teve o seu percurso, o seu caminho... Não sei se seria gente, para conseguir encarar diariamente, outros tipos de fim. Assim, sem mais nada, a meio de uma vida, de um percurso de um sonho. Tenho quase por certo que não seria capaz... Por isso, e porque hoje estou lamechas, apetece-me mandar um beijo enorme e dizer à minha mana que tenho nela um dos meus maiores orgulhos...

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